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	<title>Joana Graça, Author at My Dermatologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Dermatologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças dermatológicas.</description>
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		<title>Especialista defende a união da inovação biológica com a vertente humana e clássica da Dermatologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 11:10:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Presente no 25.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) para partilhar a sua vasta experiência em formulação magistral e prática clínica, o dermatologista espanhol Juan Peris, do Hospital Clínico Universitario de Valencia, abordou a evolução da especialidade ao longo das últimas décadas. O especialista defende a convergência entre os novos tratamentos biológicos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Presente no 25.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) para partilhar a sua vasta experiência em formulação magistral e prática clínica, o dermatologista espanhol <strong>Juan Peris</strong>, do <em>Hospital Clínico Universitario de Valencia</em>, abordou a evolução da especialidade ao longo das últimas décadas. O especialista defende a convergência entre os novos tratamentos biológicos e a essência da Medicina tradicional, centrada numa história clínica rigorosa e no respeito pelo doente. Assista ao vídeo.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Com uma carreira longa na Dermatologia, Juan Peris levou para esta edição do congresso uma perspetiva histórica e prática sobre o ato médico, unindo os ensinamentos clássicos da formulação à inovação farmacológica moderna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Dermatologia evoluiu muito e assistimos agora à erupção dos biológicos e de novos medicamentos. Contudo, não podemos esquecer as coisas boas do passado. Temos de unir o que já tínhamos de bom com aquilo que vem melhorar a nossa prática”, afirmou Juan Peris.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o especialista, o pilar fundamental do diagnóstico e da relação terapêutica continua a ser a elaboração de uma história clínica exemplar, isenta de preconceitos<sup></sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que considero muito importante é fazer uma excelente história clínica, em que o médico elimine qualquer prejuízo para ver e refletir exatamente o que o doente está a vivenciar naquele momento”, frisou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terminar, Juan Peris deixou uma mensagem direcionada aos jovens dermatologistas que estão a dar os primeiros passos na carreira, relembrando que a empatia é o ingrediente indispensável para o sucesso terapêutico.“Têm de aprender uma coisa fundamental: o doente é uma pessoa e tem de ser tratado como tal, não como um número. Temos de ser médicos humanos, capazes de dar confiança ao doente. Se não conquistarmos esta confiança, fracassamos no tratamento e na vida”, rematou o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento <em>major </em>da especialidade em Portugal decorreu em Coimbra. </p>
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		<title>Forte adesão intergeracional marca a mais recente edição do Congresso da SPDV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 10:38:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Maria João Cruz, membro da comissão científica e organizadora do 25.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), expressou a sua satisfação com o envolvimento dos vários profissionais que têm contacto com o doente dermatológico e com o sucesso da reunião. A especialista sublinhou que a conceção do programa científico foi desenhada à [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Maria João Cruz</strong>, membro da comissão científica e organizadora do 25.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), expressou a sua satisfação com o envolvimento dos vários profissionais que têm contacto com o doente dermatológico e com o sucesso da reunião. A especialista sublinhou que a conceção do programa científico foi desenhada à medida para responder a todas as faixas etárias e áreas de interesse da comunidade nacional. Assista ao testemunho.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="11_MARIA JOÃO" src="https://player.vimeo.com/video/1208724509?h=2f7b7cd6a6&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">A conceção do programa científico da 25.ª edição do Congresso da SPDV procurou garantir uma oferta equilibrada que juntasse a experiência à inovação, atraindo médicos em diferentes fases da carreira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É um programa pensado por todos os dermatologistas para cobrir todas as áreas de interesse e faixas etárias, contando com participações de alto nível que trazem excelência nacional e internacional à Dermatologia portuguesa”, salientou Maria João Cruz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista destacou que a estrutura do encontro foi minuciosamente delineada para &#8220;agradar a gregos e troianos&#8221;, refletindo o excelente nível de adesão e envolvimento que se observou nos trabalhos e sessões do evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estou muito satisfeita com a organização do congresso. Comparado com outros eventos, é muito dinâmico e participado, que junta jovens, médicos em meio de carreira e seniores. O programa tem sido aprimorado ao longo do tempo para se focar nessas várias áreas de interesse”, terminou a especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A edição de 2026 decorreu em Coimbra, durante o mês de julho. </p>
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		<title>Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia coloca a inovação no centro da especialidade</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/sociedade-portuguesa-de-dermatologia-e-venereologia-coloca-a-inovacao-no-centro-da-especialidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 10:33:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto membro da comissão científica e organizadora do 25.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), António Fernandes Massa fez um enquadramento dos temas estruturantes do encontro. Das discussões sobre a janela de oportunidade no tratamento da psoríase à personalização terapêutica através da formulação magistral, o especialista alertou ainda para o aumento preocupante [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Enquanto membro da comissão científica e organizadora do 25.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), <strong>António Fernandes Massa</strong> fez um enquadramento dos temas estruturantes do encontro. Das discussões sobre a janela de oportunidade no tratamento da psoríase à personalização terapêutica através da formulação magistral, o especialista alertou ainda para o aumento preocupante das infeções sexualmente transmissíveis (IST) em Portugal. Assista à entrevista feita no evento.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<p class="wp-block-paragraph">O 25.º Congresso da SPDV registou uma afluência massiva, afirmando-se como o grande ponto de reunião e atualização da Dermatologia e Venereologia a nível nacional. Entre os vários temas em destaque, abordou-se a psoríase, a alteração da evolução da doença e o conceito de &#8220;janela de oportunidade&#8221;. A personalização do tratamento através da manipulação magistral foi outro dos tópicos de relevo, com a participação do especialista Juan Peris.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A manipulação é algo que está intimamente ligado à prática dermatológica. Na prática, permite-nos fazer um fato à medida, ou seja, orientar o tratamento de uma forma mais individualizada. Isso é uma mais-valia no tratamento, com ganhos do ponto de vista de eficácia, adequação ao doente e maior precisão”, explicou António Fernandes Massa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa científico encerroucom um curso pós-congresso focado nas infeções sexualmente transmissíveis, promovido pelo Grupo de Estudo das Doenças Sexualmente Transmissíveis (GEIST). O especialista sublinhou a necessidade urgente desta atualização perante o cenário epidemiológico atual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Trata-se de um refresh de uma patologia que está a aumentar muito. Com a exclusão do perigo do HIV — que hoje em dia já não tem aquele impacto de antigamente e com o surgimento da PrEP —, tem havido uma menor proteção e um grande aumento de infeções. Este continua a ser um tema muito na ordem do dia”, concluiu o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Coimbra foi o palco escolhido para o 25.º Congresso da SPDV.</p>
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		<title>25.º Congresso da SPDV termina com balanço positivo e reforço da revolução terapêutica na especialidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 10:20:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), Alberto Mota, fez um balanço altamente positivo da 25.º edição do congresso nacional, classificando o encontro como uma montra de excelência científica. Em entrevista, o responsável salientou que o constante aparecimento de novas armas terapêuticas exige dos dermatologistas um conhecimento profundo e especializado para garantir [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O presidente da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), <strong>Alberto Mota</strong>, fez um balanço altamente positivo da 25.º edição do congresso nacional, classificando o encontro como uma montra de excelência científica. Em entrevista, o responsável salientou que o constante aparecimento de novas armas terapêuticas exige dos dermatologistas um conhecimento profundo e especializado para garantir o melhor acompanhamento dos doentes. Veja o vídeo. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="10_ALBERTO MOTA_BALANÇO" src="https://player.vimeo.com/video/1208724508?h=0e8047f58b&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O evento <em>major </em>da especialidade afirmou-se como um momento central para troca de experiências, proporcionando um programa diversificado e composto por uma elevada adesão dos profissionais da área. Segundo Alberto Mota, o evento cumpriu o seu propósito de partilha de conhecimento, aliando a ciência à vertente prática e histórica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É um balanço muito positivo. O nosso congresso nacional é um momento muito importante de partilha de conhecimentos (&#8230;). Trata-se de um programa muito variado que, além de ser uma verdadeira montra da atividade científica dos Serviços de Dermatologia, também tem e está a ter muitas sessões de atualização dos conhecimentos e aplicações na prática clínica”, sublinhou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente da SPDV enfatizou que este dinamismo traz a responsabilidade de acompanhar a rápida evolução da especialidade, num momento em que a inovação farmacológica está a transformar o prognóstico de várias patologias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos a assistir a uma verdadeira revolução terapêutica, estão quase sempre a brotar novos fármacos. O dermatologista tem realmente de ter uma bagagem muito importante no conhecimento dessas novas armas terapêuticas que, por um lado, aportam esperança aos doentes que sofrem de patologia dermatológica grave, como inflamatória e oncológica, mas, por outro, obrigam o dermatologista a tornar-se um verdadeiro especialista”, reforçou o responsável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alberto Mota concluiu sublinhando que cabe ao especialista dominar rigorosamente “os mecanismos de ação, os efeitos colaterais e, sobretudo, o lugar e a indicação dessas novas terapêuticas no panorama atual”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O 25.º Congresso da SPDV aconteceu em julho, na cidade de Coimbra. </p>
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		<title>António Fernandes Massa assume presidência do GPTO: entre o combate à desinformação e as pontes com a Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 08:55:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>António Fernandes Massa assumiu a presidência do Grupo Português de Tricologia e Onicologia (GPTO) para o biénio 2026-2027 com um compromisso claro de continuidade, mas também de adaptação aos novos desafios mediáticos e científicos. Numa altura em que o &#8220;ruído&#8221; e as falsas promessas proliferam na saúde capilar, o novo líder assume como missão aproximar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>António Fernandes Massa</strong> assumiu a presidência do Grupo Português de Tricologia e Onicologia (GPTO) para o biénio 2026-2027 com um compromisso claro de continuidade, mas também de adaptação aos novos desafios mediáticos e científicos. Numa altura em que o &#8220;ruído&#8221; e as falsas promessas proliferam na saúde capilar, o novo líder assume como missão aproximar o Grupo da população geral, combater a desinformação e impulsionar a produção científica dos mais jovens. Em entrevista, o especialista analisa o excelente nível da Dermatologia portuguesa face aos padrões internacionais e revela as pontes europeias que marcarão o mandato. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="ANTÓNIO F. MASSA" src="https://player.vimeo.com/video/1197306182?h=726bfbae2b&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A passagem para a liderança do GPTO surge como um passo natural para o especialista, que já integrava a direção anterior. &#8220;Tenho muito gosto em aceitar este desafio. Trata-se de uma continuidade&#8221;, afirma, prestando homenagem ao legado iniciado há oito anos por Rui Oliveira Soares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para este biénio, o grande motor será a comunicação clara com a sociedade: &#8220;Tenho a vontade de aumentar a projeção do Grupo, mostrar à população que é uma secção especializada no setor da Dermatologia&#8221;. O objetivo é posicionar o GPTO como o porto de abrigo seguro para doentes que, muitas vezes em situação de desespero, se tornam vulneráveis a ofertas sem base clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente defende também a urgência de clarificar competências junto do público. &#8220;O primeiro ponto é explicar que o dermatologista é o médico que cuida da saúde do cabelo e das unhas. Isto é um ponto fulcral&#8221;, sublinha, alertando para o facto de pequenas formações não substituírem os cinco anos de internato da especialidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para travar o avanço de diagnósticos errados e combater o ruído comercial, a nova direção já desenhou ferramentas práticas de comunicação. &#8220;Já ativámos as nossas redes sociais, tentando estar mais presentes. E tivemos o lançamento do podcast &#8216;Carecas de Saber&#8217;, que tem um lançamento mensal&#8221;, revela António Fernandes Massa. Com este projeto, o Grupo pretende disponibilizar à população &#8220;informação que seja fidedigna e fácil de entender&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No plano científico e formativo, as metas passam por fomentar as competências dos médicos portugueses através do contacto com a vanguarda europeia. O GPTO irá manter e aprofundar as pontes com o Grupo espanhol de Tricologia, considerado um líder mundial na área. &#8220;É uma relação muito próxima e que continuamos a explorar&#8221;, refere o médico, adiantando que vários especialistas do país vizinho estarão presentes na reunião magna do Grupo. Adicionalmente, o mandato estenderá os contactos com o acolhimento de uma professora polaca, descrita como uma &#8220;eminência&#8221; no setor.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas sinergias vão converger na próxima Reunião Anual do Grupo, agendada para o dia 21 de novembro. O evento trará uma novidade técnica de relevo: &#8220;Vamos também ter e englobar um curso de tricoscopia, que é algo que é muito importante como diagnóstico na área do cabelo e, no caso da Onicologia, também nas unhas&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao avaliar o estado da arte em Portugal, o atual presidente faz um balanço francamente positivo e assegura que os profissionais nacionais &#8220;comparam muito bem&#8221; com o que de melhor se faz na Europa e nos Estados Unidos. &#8220;A verdade é que são pessoas globalmente bem preparadas e com qualidade científica. São pessoas que, na generalidade, trabalham e estudam muito&#8221;, elogia.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente atribui este nível de excelência ao hábito enraizado de os clínicos realizarem estágios em centros de referência internacionais — uma experiência que o próprio vivenciou. &#8220;Permite trazer conhecimentos específicos de áreas específicas para cá. E o benefício último é o cuidado sobre o doente&#8221;, remata.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até ao final do mandato, em 2027, o grande foco será o rejuvenescimento da investigação e o aumento da produção científica com a assinatura dos especialistas nacionais. &#8220;Queremos aumentar a produção científica e queremos deixar uma marca positiva, mantendo o bom legado que recebi&#8221;, conclui.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>25.º Congresso Nacional de Dermatologia e Venereologia: &#8220;Será um espaço de reflexão crítica, rigor clínico e forte espírito de partilha&#8221;</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/25-o-congresso-nacional-de-dermatologia-e-venereologia-sera-um-espaco-de-reflexao-critica-rigor-clinico-e-forte-espirito-de-partilha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 14:07:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista de antevisão ao 25.º Congresso Nacional da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), o presidente da instituição, Alberto Mota, destaca o equilíbrio entre a atualidade científica e a relevância prática no programa deste ano. O responsável sublinha que esta edição abordará desde a inovação terapêutica na psoríase e Dermatologia pediátrica até temas [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista de antevisão ao 25.º Congresso Nacional da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), o presidente da instituição, <strong>Alberto Mota</strong>, destaca o equilíbrio entre a atualidade científica e a relevância prática no programa deste ano. O responsável sublinha que esta edição abordará desde a inovação terapêutica na psoríase e Dermatologia pediátrica até temas transversais como a literacia financeira na Medicina e as infeções sexualmente transmissíveis. Num convite caloroso à participação ativa de especialistas e internos na &#8220;cidade do conhecimento&#8221;, o presidente incentiva os colegas a cruzarem este &#8220;limiar simbólico&#8221; rumo a uma atualização científica exigente, plural e transversal a todas as gerações. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) I</strong> <strong>A celebração da 25.ª edição do Congresso Nacional é um marco importante para a SPDV. Olhando para este percurso e para a evolução da própria especialidade, o que é que esta edição em particular tem para oferecer e proporcionar aos dermatologistas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alberto Mota (AM) I</strong> O programa científico assenta em três pilares fundamentais, a saber: a atualidade científica, a abrangência, tanto temática como da audiência-alvo a que se destina e a relevância prática para a atividade do dermatologista. Assim, abrange um vasto leque de áreas, tais como a psoríase, Dermatologia pediátrica, papel da genética, simpósios dedicados à inovação terapêutica, sessão de atualização de diversos temas, com conferência internacional sobre formulações magistrais e um curso pós-congresso, centrado nas infeções sexualmente transmissíveis. Inclui, ainda, as sessões clínicas e comunicações científicas, a quais refletem a dinâmica de investigação dos serviços e assumem um papel formativo transversal a todas as gerações de dermatologistas. Foi, igualmente, considerada a importância de temas transversais, como a abordagem da questão da literacia financeira aplicada à prática médica e a partilha das competências adquiridas pelos internos bolseiros em estágios internacionais, em cuja formação a SPDV desempenhou e continua a desempenhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I</strong> <strong>A Dermatologia é uma área em constante e rápida atualização, especialmente ao nível da inovação terapêutica e tecnológica. Qual foi o racional por detrás da construção do programa científico deste ano e que principais necessidades dos profissionais procuraram colmatar?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AM I </strong>A tónica em áreas em transformação, como a psoríase e a Dermatologia pediátrica, nas sessões de atualização e nos simpósios de inovação terapêutica, bem como na importância da literacia financeira na prática clínica, refletem a preocupação com essas necessidades formativas e práticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Na sua perspetiva, qual é a principal mais-valia que os dermatologistas vão levar consigo desta edição do Congresso para as suas práticas clínicas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AM I</strong> Dada a qualidade da Dermatologia e dos dermatologistas portugueses, incluindo os internos em formação, o Congresso Nacional será um espaço privilegiado de atualização e reflexão crítica, onde o rigor clínico e científico se conjuga com um forte espírito de partilha, formação e evolução contínua.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I</strong> <strong>Para terminar, que mensagem gostaria de deixar aos seus colegas, em jeito de convite, para que se juntem e participem ativamente neste 25.º Congresso da SPDV?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AM I </strong>Reitero a mensagem que escrevi para este Congresso, tendo em conta que o mesmo terá lugar na bela “cidade do conhecimento” que mistura história, arquitetura, ciência e paixão. Exorto todos os colegas a entrarem pelo “arco triunfal da sabedoria”, Porta Férrea do nosso Congresso, com a mesma paixão pelo conhecimento e pela inovação que tem impulsionado a nossa especialidade, atravessando este limiar simbólico rumo a um programa científico exigente e plural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conheça todo o programa do evento <a href="https://www.spdv.pt/_25o_congresso_nacional_de_dermatologia_e_venereologia" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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		<title>Nova presidência do GPDCE: impulsionar o rigor científico e combater a desinformação digital com uma comunicação fidedigna fazem parte da missão</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/nova-presidencia-do-gpdce-impulsionar-o-rigor-cientifico-e-combater-a-desinformacao-digital-com-uma-comunicacao-fidedigna-fazem-parte-da-missao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 09:41:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Luís Uva assume a presidência do Grupo de Dermatologia Estética e Cosmética (GPDCE) da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) para o biénio 2026-2028. Com o objetivo de elevar o padrão da subespecialidade em Portugal, pretende focar o seu mandato no ensino contínuo entre pares e no combate à desinformação digital. Em entrevista à [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Luís Uva</strong> assume a presidência do Grupo de Dermatologia Estética e Cosmética (GPDCE) da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) para o biénio 2026-2028. Com o objetivo de elevar o padrão da subespecialidade em Portugal, pretende focar o seu mandato no ensino contínuo entre pares e no combate à desinformação digital. Em entrevista à News Farma, o novo presidente defende que a Dermatologia Estética deve ser indissociável da saúde global, posicionando o GPDCE como um garante de segurança e literacia para profissionais e doentes.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="DR. LUÍS UVA. novos corpos gerentes GPDCE 26-28" src="https://player.vimeo.com/video/1179533255?h=521eeb6835&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início do seu percurso que Luís Uva identifica na Dermatologia Cosmética uma vertente fundamental para o bem-estar. A sua candidatura à presidência do GPDCE nasce da vontade de elevar o rigor técnico num setor que tem registado um crescimento anual entre 20% a 30%. &#8220;A minha principal motivação é tratar bem os doentes e também o ensino contínuo dos colegas&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista reconhece que, por ser uma área com forte presença no setor privado, existe frequentemente dificuldade em gerar estudos científicos robustos. Por isso, o seu mandato irá focar-se na criação de evidência: &#8220;Temos que fazer o nosso papel: acompanhar do ponto de vista científico e formativo para estarmos à altura daquilo que os nossos doentes nos solicitam&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Combater a desinformação digital</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Numa era em que a Dermatologia Cosmética é das áreas mais expostas a conteúdos digitais sem base científica, o presidente prepara uma presença ativa nas plataformas sociais. O objetivo é transmitir uma &#8220;mensagem clara&#8221; sobre em quem os doentes devem confiar para tratar a sua pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao investir na literacia em saúde, o GPDCE pretende que os doentes saibam distinguir o rigor médico de promessas infundadas. &#8220;O nosso papel é estarmos presentes para que não existam complicações e para haver um tratamento continuado com sucesso&#8221;, reforça o especialista, sublinhando que esta transparência é vital para fortalecer a confiança entre médico e doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A missão e os pilares estratégicos do GPDCE</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto secção especializada da SPDV, o GPDCE assume uma grande responsabilidade. E, para este biénio, o especialista já delineou um plano de ação focado na formação prática e no incentivo à investigação, além de uma manutenção da parceria com Sociedades estrangeiras. Desta forma, visa garantir que o Grupo continua a ser o principal interlocutor entre a indústria farmacêutica, os profissionais de saúde e o público em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O foco no impacto psicossocial</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para encerrar a visão deste mandato, Luís Uva sublinha que o trabalho do dermatologista na área da Estética vai muito além da correção de sinais de envelhecimento. Trata-se de uma subespecialidade com um peso emocional profundo, onde o impacto visual compromete gravemente a qualidade de vida e a Saúde Mental do doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, o conceito de longevidade — &#8220;saber envelhecer e querer ver-se bem ao longo da vida&#8221; — torna-se o fio condutor da intervenção do GPDCE, garantindo que os doentes recebem cuidados continuados com resultados naturais e, acima de tudo, seguros.</p>
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		<title>Dermatologia em transformação: visão estratégica e legado científico dos 90 anos da SPDV</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/dermatologia-em-transformacao-visao-estrategica-e-legado-cientifico-da-spdv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 17:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Numa reflexão que cruza história, inovação e futuro, Alberto Mota, presidente do biénio da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia, revisita quase um século de evolução da especialidade em Portugal. Da consolidação académica aos avanços da Medicina de Precisão, passando pelo impacto da inteligência artificial e das terapêuticas biológicas, esta entrevista oferece uma perspetiva informada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Numa reflexão que cruza história, inovação e futuro, Alberto Mota, presidente do biénio da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia, revisita quase um século de evolução da especialidade em Portugal. Da consolidação académica aos avanços da Medicina de Precisão, passando pelo impacto da inteligência artificial e das terapêuticas biológicas, esta entrevista oferece uma perspetiva informada sobre os desafios e prioridades da Dermatologia contemporânea com o rigor científico e a visão estratégica que orientam a prática clínica atual. Confira a entrevista que celebra os 90 anos da SPDV.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NewsFarma (NF) I Fundada em 1936, a SPDV testemunhou quase um século de profundas transformações sociais e científicas. Que contexto e motivações estiveram na origem da sua criação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alberto Mota (AM) I</strong> A SPDV nasceu num período social e económico particularmente difícil. A Grande Depressão dos anos 30 como pano de fundo, seguida pouco tempo depois pelo início do que seria a guerra mundial mais sangrenta que a humanidade conheceu, marcaram profundamente aquela época. Contudo, a criação da Sociedade resultou, sobretudo, da visão inovadora de Luís Alberto de Sá Penella, influenciado pelas grandes figuras europeias da ciência médica e da Dermatologia e pelo impulso da reforma académica de 1911, que instituíra a criação da cátedra de Dermatologia e Sifiligrafia no ensino médico. Sá Penella sentiu a necessidade de estruturar a especialidade, congregando todos aqueles que contribuíam para a sua maturidade académica, científica e assistencial, promovendo a investigação, criando a revista da sociedade, apoiando e motivando a formação de jovens médicos, bem como a consolidação e uniformização de práticas baseadas no que a ciência médica tornava evidente.&nbsp;Além da vertente científica, a nossa sociedade preserva e mantém viva a memória da sua história.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Se tivesse de eleger três momentos decisivos na Dermatologia portuguesa ao longo destes quase 90 anos, quais destacaria?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AM I</strong> Um marco primordial e decisivo foi a criação das cátedras específicas de Dermatologia no início do século XX. Este passo impulsionou e consolidou a especialidade em termos académicos e científicos, posicionando-a como uma das mais antigas disciplinas da era moderna do ensino médico. Um segundo momento fundamental foi a criação do Serviço Nacional de Saúde, nos anos 70, que promoveu a qualidade assistencial, ao motivar a criação da formação médica estruturada, na figura do internato médico, com a participação relevante da Ordem dos Médicos na definição das idoneidades formativas dos serviços e dos programas de formação. Pessoalmente, tenho orgulho em ter contribuído, juntamente com outros colegas, na elaboração e promulgação de um dos mais completos e ainda em exercício, programas formativos da Dermatovenereologia. Aliás, o nosso país dispõe de um dos mais exigentes e completos programas formativos da Europa, facto reconhecido pela União Europeia de Médicos Especialistas (UEMS). A este propósito, muitos jovens dermatologistas submetem-se com grande sucesso, ao exame europeu da especialidade, para além, claro, do exame final do internato médico. Por último, destaco a verdadeira revolução que estamos a assistir no desenvolvimento científico e tecnológico, nomeadamente na fisiopatologia das doenças cutâneas, no desenvolvimento da dermatoscopia e de outros métodos de imagem, tratamentos-alvo e biotecnológicos, marcando a era do que podemos denominar de Dermatologia personalizada e de precisão. Pessoalmente, considero o termo “personalizada” algo redundante, uma vez que o dermatologista sempre tratou cada doente seu de forma personalizada e adaptada à sua própria vivência da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Que figuras ou contributos históricos merecem destaque nesta celebração?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AM I</strong>&nbsp; A Dermatologia é uma das mais antigas áreas da Medicina. O papiro egípcio de Ebers, datado de 1550 a.C., já descrevia afeções cutâneas e o seu tratamento. No entanto, foi sobretudo no século XVIII que a especialidade adquiriu a sua identidade própria. Assim, um tão antigo e profícuo ramo da Medicina teve ao longo dos tempos muitos e grandes mestres, pioneiros e inspiradores, que eu julgando mencioná-los a todos, certamente pecaria por omissão. No que à nossa Sociedade concerne, a história destaca, muito naturalmente, o seu fundador, Luís Alberto de Sá Penella, bem como a sua figura inspiradora, Bernardino António Gomes, autor do que podemos considerar o primeiro tratado da Dermatologia portuguesa. As gerações que lhes sucederam merecem a nossa admiração e apreço, por terem contribuído para a consolidação da especialidade em termos científicos, assistenciais, formativos e internacionais, bem como para a sua constante modernização e manutenção do seu carácter científico e independente. A modernização da Dermatologia reflete-se nos dias de hoje na subespecialização crescente, em áreas como Oncologia Cutânea, Cirurgia Dermatológica, Dermatologia Pediátrica, Tricologia, Onicologia, Alergologia Cutânea, Dermatopatologia, Cosmética e Estética, entre outras, que deram origem aos diversos grupos e secções especializados da SPDV.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Que áreas tiveram maior crescimento ou transformação? Que avanços tiveram mais impacto na prática clínica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AM I</strong> É uma pergunta muito interessante, pois a Dermatologia, sendo uma das especialidades mais antigas, tornou-se hoje uma das mais modernas, o que explica o crescente interesse de jovens médicos, altamente qualificados e de mérito. A sua singularidade reside na associação entre a clássica e ancestral técnica de observação médica, ao estilo hipocrático, dotada de uma enorme e complexa riqueza semiológica, com os mais recentes avanços científicos e tecnológicos, de ponta. No domínio do diagnóstico, destaca-se o desenvolvimento da imagiologia cutânea, como a dermatoscopia de alta resolução, a microscopia laser confocal e a ecografia e termografia cutâneas. No campo terapêutico, a entrada de novos fármacos biotecnológicos, que incluem os da imunoterapia, e dos inibidores intracelulares dos tratamentos-alvo, bem como a emergência de novas e variadas técnicas cirúrgicas e de inúmeros dispositivos de tecnologia de ponta (<em>laser</em> pico/nanossegundos, <em>laser </em>fracionado avançado, radiofrequência, <em>microneedling</em>, entre outras), materiais de preenchimento e de novos neuromoduladores. Estes avanços tiveram um forte impacto, não só nas áreas da oncologia cutânea e das dermatoses inflamatórias e imunomediadas, mas, também, na área da Estética, onde os dermatologistas, enquanto especialistas da pele, estão particularmente habilitados. A inteligência artificial deverá progressivamente integrar-se em ferramentas de apoio à decisão, contribuindo para diagnósticos mais céleres e precisos. Estamos, de facto, a assistir a uma nova era da Dermatologia, mais interventiva, precisa e personalizada, baseada na evidência científica, tanto na prática médica, como nos procedimentos estéticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I As campanhas da SPDV, como o Dia do Cancro da Pele, tiveram que impacto?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AM I</strong> O impacto destas iniciativas é particularmente notório graças à colaboração da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo, que tem desempenhado um papel central na promoção da prevenção primária, secundária e terciária. Isto contribuiu para a sensibilização do governo, resultando na publicação de legislação específica para esta área da Saúde Pública. O efeito prático das campanhas traduz-se numa maior consciencialização da população, em particular dos grupos de risco, sobre os fatores de perigo, resultando num duplo efeito, redução da incidência da doença e promoção do diagnóstico precoce, evitando evoluções potencialmente fatais. Adicionalmente, estas ações aproximam a população da prática dermatológica e reforçam a importância da prevenção como um dos pilares fundamentais da prática da especialidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I A IA será um aliado ou um concorrente do olhar clínico?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AM I</strong>&nbsp; A inteligência artificial (IA) representa hoje um misto de realidade, promessa e alguma ficção. O investimento crescente na saúde digital levou a uma rápida expansão das empresas de IA, frequentemente acompanhada por um discurso de <em>marketing </em>que tende a exagerar as suas capacidades. Eu sorrio quando leio notícias do género que a IA “conseguiu passar em exames exigentes de Medicina”, pois imagino no que os meus alunos conseguiriam se, para além da sua cabeça, pudessem consultar de forma ilimitada e em tempo real, todas as bases de dados e literatura científica, quando são avaliados por exame, como a IA consegue fazer.&nbsp; A já famosa IA generativa é uma espécie de “mordomo digital, de simpatia oriental” que não se furta a inventar conteúdos para satisfazer o seu “amo”, alucinando várias vezes, como se diz. Contudo, o elevado poder de processamento, futuramente potenciado pela computação quântica, aliado à visão computacional, permite à IA triar, sistematizar e reconhecer padrões com uma enorme rapidez. Por outro lado, a elevada capacidade das redes neuronais do <em>deep learning</em> em aprender e resolver problemas complexos, colocam a IA como uma ferramenta valiosa para aumentar a rapidez e precisão diagnósticas e reduzir o erro de avaliação clínica e imagiológica. No entanto, não substitui o julgamento clínico, a importância do contexto psicossocial do doente, nem a empatia médica que a Dermatologia exige. Acresce que vários desafios se colocam à IA, tais como a validação dos dados usados para o treino dos algoritmos, a transparência dos critérios de decisão dos mesmos e a proteção de informação sensível, ou seja, questões ligadas à ética e regulamentação legal do seu uso. Futuramente, os dermatologistas terão de estar ainda mais atentos às tentativas de intrusismo e de charlatanismo, por parte de alguns que se possam sentir mais empoderados com a IA, a meterem a foice em seara alheia ou em enganarem os doentes. A nossa missão será sempre exigir a validação, em contexto de “mundo real” e não apenas em ambiente controlado dos estudos publicados, dos algoritmos, bem como a sua integração segura e ética, exigindo estar o dermatologista no centro da decisão clínica, uma vez que é o doente que estará no centro da análise por IA. Atenta a estes desenvolvimentos, a SPDV criou o Grupo de Estudo, Reflexão e Análise da Inteligência Artificial aplicada à Dermatovenereologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Com teledermatologia e sistemas assistidos por computador, como preservar a relação médico-doente?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AM I</strong> A relação médico-doente continua a ser a essência da prática médica, insubstituível devido ao facto de o dermatologista tratar doentes e não apenas doenças catalogadas. Muitas decisões clínicas dependem de fatores psicossociais que só podem ser avaliados numa interação direta do dermatologista com o seu doente. Assim, a teledermatologia e os sistemas assistidos por computador devem ser vistos como plataformas complementares e não como substitutos da consulta presencial. Estes recursos podem, sim, libertar o médico de tarefas repetitivas e administrativas, permitindo-lhe dedicar mais tempo ao contacto humano, no qual reside o verdadeiro valor da prática dermatológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Como as terapêuticas biológicas e a medicina personalizada alteraram o tratamento das doenças cutâneas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AM I</strong> Indubitavelmente, constituem uma verdadeira revolução terapêutica. Doentes de várias faixas etárias, padecendo de formas moderadas a graves de doenças crónicas, com forte impacto na morbilidade e qualidade de vida do doente, ou tipos avançados de cancro cutâneo, outrora difíceis de controlar sem toxicidade substancial ou mesmo incuráveis, têm atualmente um nível de controlo que seria impensável há apenas uma década. Estou a reportar-me a doenças imunomediadas ou inflamatórias crónicas, como a psoríase, dermatite atópica, urticária e hidradenite supurativa e a formas avançadas de cancro cutâneo, incluindo o melanoma maligno, que causa mais de 70% da mortalidade associada a este cancro. É de facto extraordinário podermos adaptar o tratamento de um doente, com melanoma maligno avançado, por exemplo, com base no perfil genético do tumor ou programar as suas próprias células do sistema imunitário para atacarem as células malignas, como já acontece com as denominadas terapêuticas celulares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Como tem sido preservada a excelência do internato, num contexto de rápida evolução científica?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AM I</strong> A excelência do internato de Dermatologia deve-se a múltiplos fatores, tais como um exigente e diversificado programa de formação, a adequação do número de candidatos às vagas de idoneidade formativa dos serviços, à internacionalização da investigação desenvolvida, à dedicação e ao esforço dos especialistas que, mesmo trabalhando num ambiente exigente e por vezes adverso do SNS, aceitam assumir funções de orientadores de formação e, ainda, à abertura da formação a novos métodos e tecnologias. A ligação de muitos serviços formativos às instituições académicas, potencia a qualidade científica. Assim, há uma sinergia muito positiva entre o colégio da especialidade da Ordem dos Médicos, que regula a formação, os centros clínicos e académicos que disponibilizam e operacionalizam essa formação e a SPDV, que nas suas reuniões científicas e na revista que periodicamente publica, hoje internacionalizada, o <em>Portuguese Journal of Dermatology and Venereology</em>, dá visibilidade à produção científica dessa formação. Na atualidade, os internos de Dermatologia são altamente qualificados e sentem-se motivados a manterem-se atualizados, até porque muitos jovens médicos de elevado mérito têm selecionado esta especialidade como a sua futura atividade médica e isso reflete-se na qualidade do internato.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Quais são as prioridades estratégicas da SPDV para os próximos 10 anos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AM I</strong> Daqui a 10 anos estaremos, de facto, no centenário da nossa sociedade, mas definir prioridades estratégicas a essa distância é um <em>horizon scanning</em> algo exigente, pois corresponde a cinco mandatos dos órgãos sociais. Mas, curiosamente, corresponde ao período que dediquei a várias direções da sociedade, pelo que tenho uma visão algo privilegiada da SPDV. Naturalmente, o futuro da SPDV será o que os sócios decidirem, mas posso dar a minha opinião. Vivemos tempos de mudanças tão rápidas e profundas, com um forte impacto na nossa vida comum, que nunca pensamos que tal poderia ocorrer em tão curtos espaços de tempo. No que à robustez e independência da SPDV concerne, para absorver eventuais choques profundos e manter os seus serviços aos sócios, devemos ser conservadores, no sentido de manter o equilíbrio financeiro, que não foi nada fácil na última década, evitando aventureirismos e experimentações. Deverá a SPDV manter a sua essência de sociedade científica, sem cair na tentação de outros rumos que possam pôr em causa a sua independência, aos olhos da sociedade e do radar do poder político. A SPDV não tem poder delegado de regulamentação da profissão, isso compete à Ordem dos Médicos e não deve ser politizada na defesa dos legítimos interesses profissionais dos dermatologistas, pois isso compete aos sindicatos e ao conselho do exercício da medicina privada e convencionada.&nbsp; A cooperação entre estas entidades é essencial, mas sem sobreposição de competências. Nos domínios da formação e investigação de qualidade, a SPDV deve ter uma postura aberta e liberal, mantendo o espaço nas suas reuniões científicas e na sua revista, à divulgação da atividade, em particular dos serviços formativos e à projeção internacional da Dermatologia portuguesa. Deverá, igualmente, ser uma voz ativa na defesa do acesso a serviços de qualidade no SNS, combatendo a sua desertificação profissional, bem como na defesa do acesso de todos os doentes elegíveis a tratamentos inovadores. A literacia em Dermatologia deverá igualmente ser uma prioridade, não só no sentido de mudar comportamentos de risco e trabalhar na prevenção da doença, como também, informar e convencer a população que o dermatologista é o especialista médico mais habilitado a tratar todas as doenças que afetam a pele, incluindo o cabelo (Tricologia), as unhas (Onicologia) e as afeções de carácter estético. Num futuro próximo, que já é hoje, terá de estar particularmente atenta às implicações ético-legais e às novas modalidades de intrusismo e usurpação de funções, com a introdução da IA na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF I Que mensagem deixaria aos jovens médicos que escolhem a Dermatologia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AM I</strong> Começaria com uma mensagem de felicitação, pois trata-se de uma escolha acertada! A Dermatologia alia o profundo humanismo e empatia à “flor da pele”, no contacto direto com os doentes, com a fascinante e contínua evolução científica e tecnológica que nunca se satisfaz em nos surpreender. Encontrarão no retorno da sua atividade, a realização pessoal de ajudarem tantos com as mais diversificadas abordagens que a ciência médica e a tecnologia de ponta nos podem, respetivamente, evidenciar e proporcionar. O espírito jovem, de constante interpelação, ajudará a manter e a evoluir a especialidade no futuro, mas não devem esquecer que qualquer novo desenvolvimento só é possível se as fundações que lhes servem de base forem sólidas e robustecidas pelas gerações que nos antecedem.</p>
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		<item>
		<title>Save the date: 6.º workshop em Dermatologia Cosmética e Estética acontece em novembro</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/eventos/save-the-date-6-o-workshop-em-dermatologia-cosmetica-e-estetica-acontece-em-novembro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 14:17:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://mydermatologia.pt/?p=213982</guid>

					<description><![CDATA[<p>Realiza-se nos dias 21 e 22 de novembro o 6.º workshop em Dermatologia Cosmética e Estética promovido pelo GPDCE – Grupo Português de Dermatologia Cosmética e Estética, no Hotel VIP Arts em Lisboa e as inscrições já estão abertas. Os grandes focos do evento serão um curso hands on e a apresentação de casos clínicos [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Realiza-se nos dias 21 e 22 de novembro o 6.º workshop em Dermatologia Cosmética e Estética promovido pelo GPDCE – Grupo Português de Dermatologia Cosmética e Estética, no Hotel VIP Arts em Lisboa e as inscrições já estão abertas. Os grandes focos do evento serão um curso <em>hands on</em> e a apresentação de casos clínicos em vídeo para discussão por parte dos participantes</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa, promovido pela GPDCE – Grupo Português de Dermatologia Cosmética e Estética, divide-se num curso <em>hands on</em> com foco em preenchimentos, mesoterapia, <em>peelings </em>e <em>lasers</em>, no primeiro dia (21) na Clínica Personal Derma, e num <em>workshop </em>que aborda vários temas, como por exemplo novas técnicas e tecnologias aplicadas à dermatologia estética, <em>lasers </em>e EBDS e sessões em formato “do diagnóstico ao tratamento”, com apresentação de casos clínicos em vídeo, no segundo dia (22).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A comissão organizadora do <em>workshop </em>conta com a presença de Leonor Girão, Luís Sousa Uva, Henrique Oliveira e Sofia Magina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A admissão é reservada a médicos, que devem fazer-se acompanhar do seu cartão da Ordem dos Médicos no dia.<br>A inscrição é feita por email e é possível consultar o programa <a href="https://www.spdv.pt/_6o_workshop_em_dermatologia_cosmetica_e_estetica" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



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