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	<title>Luis Paiva, Author at My Dermatologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Dermatologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças dermatológicas.</description>
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		<title>Dermatoses da face em idade pediátrica: diagnóstico simples, novos desafios digitais</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/dermatoses-da-face-em-idade-pediatrica-diagnostico-simples-novos-desafios-digitais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:21:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do XLI Curso de Atualização de Dermatologia e Venereologia, a dermatologista pediátrica Maria João Cruz, da ULS de São João, destacou que, na prática clínica, a maioria das dermatoses da face em idade pediátrica “são de muito fácil diagnóstico”, sobretudo as mais comuns, que “não obrigam a nenhum tipo de exame complementar de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do XLI Curso de Atualização de Dermatologia e Venereologia, a dermatologista pediátrica <strong>Maria João Cruz</strong>, da ULS de São João, destacou que, na prática clínica, a maioria das dermatoses da face em idade pediátrica “são de muito fácil diagnóstico”, sobretudo as mais comuns, que “não obrigam a nenhum tipo de exame complementar de diagnóstico”. Ainda assim, reconhece que existem situações mais desafiantes, nomeadamente “as mais raras, como o lúpus sistémico, a morfeia, infeções raras”. Assista à entrevista.</p>



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<iframe title="Dermatoses da face em idade pediátrica: diagnóstico simples, novos desafios digitais" src="https://player.vimeo.com/video/1209812908?h=afad1a873c&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais desafios atuais identificados pela especialista prende-se com a influência das redes sociais nos hábitos dos mais jovens. Segundo Maria João Cruz, “cada vez mais os adolescentes veem nas redes sociais rotinas muito complexas de skincare e não sabem ajustá-las à sua idade e ao seu tipo de pele”, o que pode agravar condições como a acne. Nesses casos, alerta que “às vezes esse é o principal fator de agravamento, o querer fazer muito e acabar por fazermos mal”. Por isso, sublinha a importância de simplificar afirmando que “cuidados básicos muitas vezes funcionam melhor”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista terapêutico, reforça que “o tratamento tópico é a chave para praticamente todas as dermatoses da face”, sendo que a maioria das situações apresenta “abordagens terapêuticas relativamente simples e com bons resultados”. No entanto, quando existe maior gravidade ou impacto na qualidade de vida, pode ser necessário escalar o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista alertou que as “as crianças não são pequenos adultos” e “a face não é um qualquer local do corpo”, o que implica uma abordagem diferenciada. Por fim, salienta que, perante casos complexos ou falência da terapêutica inicial, “os doentes devem ser referenciados à consulta de Dermatologia Pediátrica”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento ocorreu nos dias 15 e 16 de maio de 2025, na Fundação António Cupertino de Miranda, Porto.</p>
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		<title>Psoríase e obesidade: uma ligação bidirecional que redefine a gravidade da doença e a resposta ao tratamento </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:18:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma revisão da literatura recentemente realizada por equipas do Departamento de Dermatologia da Unidade Local de Saúde Santa Maria, e da Clínica Universitária de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, sintetiza a evidência disponível sobre esta relação bidirecional entre psoríase e obesidade. O trabalho integra estudos epidemiológicos, investigação mecanística, ensaios clínicos e [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão da literatura recentemente realizada por equipas do Departamento de Dermatologia da Unidade Local de Saúde Santa Maria, e da Clínica Universitária de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, sintetiza a evidência disponível sobre esta relação bidirecional entre psoríase e obesidade. O trabalho integra estudos epidemiológicos, investigação mecanística, ensaios clínicos e dados do mundo real, focando-se nas vias inflamatórias e metabólicas partilhadas, bem como no impacto clínico e terapêutico do excesso de peso nestes doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram de forma consistente uma maior prevalência de obesidade em indivíduos com psoríase, associando-se esta condição a formas mais graves da doença. Do ponto de vista fisiopatológico, são destacados mecanismos comuns, como a disfunção do tecido adiposo com aumento da produção de citocinas pró-inflamatórias, o desequilíbrio de adipocinas, a resistência à insulina, a disfunção endotelial e a ativação do eixo imunológico IL-23/Th17, todos contribuindo para um estado inflamatório sistémico persistente e para um aumento do risco cardiovascular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a obesidade parece influenciar negativamente a eficácia e a farmacocinética de várias terapêuticas utilizadas na psoríase, incluindo agentes sistémicos convencionais e terapias biológicas, estando associada a menor resposta clínica e a menor durabilidade do efeito terapêutico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, a obesidade assume um papel determinante na carga global da psoríase, condicionando não apenas a expressão clínica da doença, mas também o risco cardiometabólico e a resposta ao tratamento. Os autores defendem que a integração de estratégias de controlo de peso no plano terapêutico da psoríase pode melhorar significativamente os resultados dermatológicos e a saúde global dos doentes, reforçando a necessidade de uma abordagem multidisciplinar e holística.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo completo <a href="https://www.mdpi.com/2077-0383/15/11/4302" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Estudo identifica alterações no microbioma da pele associadas à gravidade da acne</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/atualidade/estudo-identifica-alteracoes-no-microbioma-da-pele-associadas-a-gravidade-da-acne/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:16:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo reforça o papel decisivo do microbioma cutâneo na acne vulgar, demonstrando que o seu desequilíbrio pode determinar a progressão da doença. Em particular, as alterações envolvendo Cutibacterium acnes e Staphylococcus surgem como elementos centrais, abrindo caminho a estratégias terapêuticas mais direcionadas ao microbioma. A investigação analisou a diversidade microbiana facial de 45 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo reforça o papel decisivo do microbioma cutâneo na acne vulgar, demonstrando que o seu desequilíbrio pode determinar a progressão da doença. Em particular, as alterações envolvendo <em>Cutibacterium acnes</em> e <em>Staphylococcus</em> surgem como elementos centrais, abrindo caminho a estratégias terapêuticas mais direcionadas ao microbioma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação analisou a diversidade microbiana facial de 45 participantes, distribuídos por três grupos: 15 indivíduos saudáveis, 15 com acne ligeira e 15 com acne moderada a grave. Foram recolhidas amostras da superfície cutânea e dos folículos sebáceos, posteriormente estudadas através da sequenciação completa do gene 16S rRNA (regiões V1–V9).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados revelaram padrões distintos consoante o local analisado. A superfície da pele era dominada por bactérias do filo Bacillota, sobretudo do género <em>Staphylococcus</em>, cuja abundância relativa aumentava de forma consistente com a gravidade da acne. Já nos folículos sebáceos predominava <em>Cutibacterium acnes</em>, pertencente ao filo Actinomycetota, reforçando o papel deste nicho como epicentro da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de os folículos apresentarem menor riqueza e diversidade bacteriana comparativamente à superfície cutânea, não se observaram diferenças estatisticamente significativas entre os três grupos clínicos nestes parâmetros globais (p&gt;0,3), sugerindo que as diferenças não residem tanto na diversidade global, mas sim na composição específica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É neste contexto que a análise LEfSe se torna particularmente relevante: foram identificados biomarcadores bacterianos distintos entre os grupos clínicos, indicando que cada estádio da acne possui uma “assinatura microbiana” própria. No geral, as principais alterações nos três grupos consistem em desequilíbrios localizados, especialmente a disbiose envolvendo <em>Cutibacterium acnes</em> e <em>Staphylococcus</em>, que parecem ser determinantes na evolução da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores concluem que estas alterações microbianas específicas do local são centrais para o desenvolvimento da acne, reforçando a ideia de que futuras intervenções deverão ser direcionadas à modulação seletiva do microbioma cutâneo. Esta abordagem poderá permitir tratamentos mais eficazes, personalizados e com menor impacto na homeostase da pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42366944/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Congresso da EADV reúne especialistas mundiais em Viena</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/eventos/congresso-da-eadv-reune-especialistas-mundiais-em-viena/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 12:56:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV) realiza o seu congresso anual, um dos maiores encontros científicos internacionais dedicados à Dermatologia e Venereologia, de 30 de setembro a 3 de outubro, em Viena. O evento apresenta um formato híbrido, o que permite acompanhar as sessões científicas presencialmente ou através da plataforma digital do congresso. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV) realiza o seu congresso anual, um dos maiores encontros científicos internacionais dedicados à Dermatologia e Venereologia, de 30 de setembro a 3 de outubro, em Viena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento apresenta um formato híbrido, o que permite acompanhar as sessões científicas presencialmente ou através da plataforma digital do congresso. Os conteúdos ficam posteriormente disponíveis em formato <em>on-demand</em> para os participantes inscritos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento reúne milhares de dermatologistas, investigadores, profissionais de saúde e representantes da indústria para discutir os mais recentes avanços científicos, novas opções terapêuticas e desafios clínicos que marcam a especialidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao evento <a href="https://eadv.org/congress/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>4.ª Reunião de Tricologia e Onicologia: &#8220;Trocar ideias e tirar dúvidas é o mais importante na Dermatologia&#8221;</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/4-a-reuniao-de-tricologia-e-onicologia-trocar-ideias-e-tirar-duvidas-e-o-mais-importante-na-dermatologia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 09:38:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[4.ª Reunião do GPTO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dermatologista Filipa Ventura, membro da organização da 4.ª Reunião de Tricologia e Onicologia, destacou a importância deste encontro referindo que foi possível &#8220;trocar ideias, tirar dúvidas e eu acho que isso é o mais importante neste tipo de reuniões dentro da área da Dermatologia&#8221;. Assista à entrevista. Filipa Ventura sublinhou que o propósito da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A dermatologista <strong>Filipa Ventura</strong>, membro da organização da 4.ª Reunião de Tricologia e Onicologia, destacou a importância deste encontro referindo que foi possível &#8220;trocar ideias, tirar dúvidas e eu acho que isso é o mais importante neste tipo de reuniões dentro da área da Dermatologia&#8221;. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="4.ª Reunião de Tricologia e Onicologia: &quot;Trocar ideias e tirar dúvidas é o mais importante na Dermatologia&quot;" src="https://player.vimeo.com/video/1122857537?h=a057acaaea&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Filipa Ventura sublinhou que o propósito da reunião não é &#8220;colmatar lacunas, mas a verdade é que, como em todas as áreas, aliás, a Medicina está em constante evolução&#8221;, o que torna essencial &#8220;mantermos este intercâmbio, esta troca de ideias, tratamentos que estão sempre a melhorar, a sair e, portanto, isto é fundamental na nossa profissão&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dermatologista destacou ainda o valor do conhecimento partilhado por especialistas nacionais e internacionais: &#8220;vêm partilhar o conhecimento, a experiência de quem faz muita clínica, de quem estuda muito esta área, e é uma mais-valia para nós todos&#8221;. Filipa Ventura salientou a qualidade das palestras, referindo-as como: &#8220;muito interessantes, muito práticas, como uma apresentação de casos clínicos da prática de cada um, com os exemplos de tratamentos, coisas que correm bem, coisas que correm mal. [&#8230;] Precisamos de nos juntar, partilharmos ideias e casos para melhorarmos [&#8230;] e para podermos também ajudar os doentes cada vez melhor.&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre a organização do evento, Filipa Ventura afirmou: &#8220;acho que esta reunião realmente foi um sucesso o ano passado e este ano, parece-me, também está a ser. [&#8230;] Os colegas são espectaculares, o apoio da indústria também e sem eles, aliás, não era possível. Portanto, acho que o saldo é muito positivo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento ocorreu no dia 27 de setembro de 2025, no Hotel Hilton Porto Gaia, em Vila Nova de Gaia.</p>
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		<item>
		<title>Acompanhamento dermatológico nos doentes com patologia de cabelo é essencial após transplante capilar</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/acompanhamento-dermatologico-nos-doentes-com-patologia-de-cabelo-e-essencial-apos-transplante-capilar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 09:35:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[4.ª Reunião do GPTO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Filipa Osório, dermatologista na Clínica Dermatologia Grupo Sofia Magina, abordou na 4.ª Reunião de Tricologia e Onicologia o que é considerado normal após um transplante capilar, bem como as possíveis complicações e a importância do &#8220;acompanhamento dermatológico nos doentes com patologia de cabelo. São os dermatologistas que têm de prescrever os fármacos que os tratam&#8221;, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Filipa Osório</strong>, dermatologista na Clínica Dermatologia Grupo Sofia Magina, abordou na 4.ª Reunião de Tricologia e Onicologia o que é considerado normal após um transplante capilar, bem como as possíveis complicações e a importância do &#8220;acompanhamento dermatológico nos doentes com patologia de cabelo. São os dermatologistas que têm de prescrever os fármacos que os tratam&#8221;, referiu a especialista. Adicionou ainda que &#8220;felizmente estas complicações são muito raras&#8221;, especialmente quando o transplante é realizado em clínicas licenciadas e com diagnóstico e acompanhamento corretos. Assista à entrevista.</p>



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<iframe title="Acompanhamento dermatológico nos doentes com patologia de cabelo é essencial após transplante capilar" src="https://player.vimeo.com/video/1122857946?h=9e543c6b94&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Segundo a especialista, &#8220;é normal haver um edema facial na primeira semana pós-operatório. É normal haver uma hemorragia ligeira, uma dor ligeira&#8221;. Crostas podem persistir até às quatro a seis semanas, e é frequente que os cabelos transplantados caiam temporariamente nas duas a quatro semanas seguintes. &#8220;A partir de quatro meses, o cabelo começa a povoar e, mais geralmente, [é possível ver] o resultado final do transplante após o [primeiro] ano pós-operatório&#8221;, refere a especialista. No entanto, Filipa Osório enfatizou ainda a importância de manter o tratamento do cabelo antigo para garantir resultados duradouros: &#8220;O resultado do transplante não será o mesmo se os doentes não tratarem o cabelo antigo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de raras, algumas situações exigem atenção, como infecção ou necrose, indicadas por crostas persistentes: &#8220;Tudo o que sejam crostas a mais podem ser um sinal de infecção ou de necrose&#8221;. Alterações de sensibilidade ou comichão que se prolongam além do primeiro ano também são sinais de alerta: &#8220;Se isso acontecer para lá do ano da cirurgia, isso é um sinal de alerta que algo por não ter corrido bem&#8221;. Necrose ou alopecia pós-traumática podem surgir, sobretudo quando o transplante é realizado sem acompanhamento dermatológico adequado e sem o tratamento da condição prévia: &#8220;O transplante só veio agravar o problema [&#8230;] só deve ser feito depois de um ano, com controlo da doença&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto aos cuidados pós-operatórios, é essencial manter a hidratação local e evitar manipulação da área transplantada: &#8220;[Os doentes] são sempre instruídos a hidratar os folículos, seja colocar geralmente soro fisiológico na primeira semana pós-operatório&#8221; e &#8220;não mexer, sobretudo na área recetora&#8221;. A lavagem deve ser suave nos primeiros dias, tornando-se gradual até permitir higiene normal após 15 dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento ocorreu no dia 27 de setembro de 2025, no Hotel Hilton Porto Gaia, em Vila Nova de Gaia.</p>
<p>The post <a href="https://mydermatologia.pt/entrevistas/acompanhamento-dermatologico-nos-doentes-com-patologia-de-cabelo-e-essencial-apos-transplante-capilar/">Acompanhamento dermatológico nos doentes com patologia de cabelo é essencial após transplante capilar</a> appeared first on <a href="https://mydermatologia.pt">My Dermatologia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Onicólise: muitas causas para além da onicomicose</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/onicolise-muitas-causas-para-alem-da-onicomicose/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 09:29:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[4.ª Reunião do GPTO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na 4.ª Reunião de Tricologia e Onicologia, o dermatologista Joel Reis, do Hospital Lusíadas Porto, abordou os desafios do diagnóstico das alterações ungueais, com especial foco no destacamento da placa ungueal distal. Segundo o especialista, esta condição é um motivo de consulta frequente, muitas vezes erroneamente atribuída à onicomicose: &#8220;Nem todas as onicólises respondem a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Na 4.ª Reunião de Tricologia e Onicologia, o dermatologista <strong>Joel Reis</strong>, do Hospital Lusíadas Porto, abordou os desafios do diagnóstico das alterações ungueais, com especial foco no destacamento da placa ungueal distal. Segundo o especialista, esta condição é um motivo de consulta frequente, muitas vezes erroneamente atribuída à onicomicose: &#8220;Nem todas as onicólises respondem a onicomicoses, ainda que essa possa ser de facto uma causa&#8221;. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Onicólise: muitas causas para além da onicomicose" src="https://player.vimeo.com/video/1122858754?h=d8d1eba8a8&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Joel Reis destacou várias causas possíveis, incluindo &#8220;traumatismos, exposição a agentes desinfetantes, produtos alcalinos ou desengordurantes&#8221;, e hábitos de calçado inadequados. &#8220;Algumas práticas de desporto podem causar traumatismo e muitas vezes não são percepcionadas pelo doente&#8221;, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista sublinhou a importância de uma história clínica detalhada e da observação cuidadosa das unhas e hábitos do doente para identificar fatores de agravamento, referindo que práticas profissionais ou domésticas, como o uso frequente de desinfetantes, também podem contribuir: &#8220;Todas as pessoas que participam na limpeza da casa estão muitas vezes expostas a estes desinfetantes, o que pode contribuir para a onicólise&#8221;. Joel Reis destacou ainda o papel das técnicas de diagnóstico modernas, como a dermatoscopia, que permitem diferenciar onicólises simples de coinfeções fúngicas: &#8220;É uma técnica não invasiva extremamente útil, pois permite observar achados com maior detalhe que nos podem orientar no diagnóstico da causa da onicólise&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o especialista lembrou que: &#8220;Nunca esquecer que a onicólise é um sinal. [&#8230;] Pode ocorrer por imensas causas, mas algumas doenças partilham determinados achados que nos ajudar no diagnóstico&#8221;. Joel Reis reforçou a importância de uma avaliação completa com um dermatologista para conciliar todos os achados clínicos e alcançar um diagnóstico adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento ocorreu no dia 27 de setembro de 2025, no Hotel Hilton Porto Gaia, em Vila Nova de Gaia.</p>
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		<title>Sessão reúne Ginecologia, Psiquiatria e Ortopedia para abordar as patologias do cabelo e das unhas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 09:22:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[4.ª Reunião do GPTO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sessão &#8220;A Visão de Outros Especialistas&#8221; da 4.ª Reunião do Grupo Português de Tricologia e Onicologia apresentou uma perspetiva multidisciplinar sobre o diagnóstico e tratamento de patologias do cabelo e das unhas. Esta sessão contou com a participação de Inês Nunes, diretora do Serviço de Ginecologia/Obstetrícia da ULS de Gaia/Espinho, Ana Teles Brandão, especialista [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A sessão &#8220;A Visão de Outros Especialistas&#8221; da 4.ª Reunião do Grupo Português de Tricologia e Onicologia apresentou uma perspetiva multidisciplinar sobre o diagnóstico e tratamento de patologias do cabelo e das unhas. Esta sessão contou com a participação de <strong>Inês Nunes</strong>, diretora do Serviço de Ginecologia/Obstetrícia da ULS de Gaia/Espinho, <strong>Ana Teles Brandão</strong>, especialista em Psiquiatria da Infância e Adolescência na ULS de São João e <strong>Joana Freitas</strong>, especialista em Ortopedia Pediátrica na ULS de São João.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Fármacos em Tricologia exigem vigilância nas diferentes fases da vida da mulher</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira parte da sessão contou com a apresentação de <strong>Inês Nunes</strong>, especialista em Ginecologia e Obstetrícia,&nbsp; sobre &#8220;Ginecologia: Fármacos em Tricologia e fertilidade, gravidez, amamentação e menopausa&#8221;. A especialista abordou a alopecia, referindo que sua &#8220;a prevalência aumenta com a idade&#8221;, sendo &#8220;cerca de 1,3% entre os 28 e os 29 anos&#8221;, e podendo atingir &#8220;50% das mulheres após os 80 anos&#8221;. A especialista explicou que o diagnóstico deve integrar &#8220;a história ginecológica e obstétrica, o exame clínico e o estudo hormonal&#8221;, destacando a importância de uma abordagem multidisciplinar com Dermatologia para &#8220;estabelecer um diagnóstico definitivo e programar o tratamento mais diferenciado&#8221;. Inês Nunes abordou as opções de tratamento para esta patologia, como o minoxidil, os inibidores da 5-alfa-redutase e os antiandrogénios, nas diferentes fases da vida da mulher, incluindo a fertilidade, gravidez, amamentação e menopausa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos tratamentos como finasterida e dutasterida, Inês Nunes alertou que estes podem &#8220;provocar irregularidades menstruais&#8221; e estão &#8220;contraindicados na gravidez&#8221;, devido ao risco de &#8220;malformações congénitas&#8221;. Embora &#8220;não haja estudos específicos sobre a fertilidade&#8221;, recomendou &#8220;avaliar alternativas em mulheres que planeiam engravidar&#8221;. Na menopausa, os efeitos adversos podem incluir &#8220;cefaleia, diminuição da libido e irregularidades menstruais&#8221;. No entanto, referiu que, em relação ao risco oncológico, &#8220;a incidência do cancro da mama e da patologia da mama foi exatamente igual em mulheres expostas&#8221; e não expostas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Inês Nunes, o minoxidil, tanto tópico como oral, é amplamente utilizado, embora &#8220;exista uma relativa limitação na evidência publicada&#8221;. Destacou que o uso oral &#8220;pode reduzir a taxa de conceção, em estudos sobretudo animais&#8221; e que &#8220;é considerado categoria C pela FDA para a gravidez&#8221;. Acrescentou que o medicamento &#8220;não é recomendado durante a amamentação&#8221;. Nas mulheres na menopausa, o fármaco deve ser usado com precaução devido à &#8220;polifarmácia e risco de interações medicamentosas&#8221;, sendo frequentes &#8220;efeitos como hipertricose, cefaleia e edema dos membros inferiores&#8221;. No entanto, sublinhou que &#8220;a evidência atual não correlaciona o minoxidil com o cancro da mama&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A espironolactona também pode &#8220;provocar irregularidades menstruais&#8221;, mas &#8220;os ciclos tendem a normalizar dois meses após a interrupção do tratamento&#8221;. Está classificada como &#8220;categoria C pela FDA para a gravidez&#8221;, com risco potencial de efeitos androgénicos na diferenciação fetal, e &#8220;não é recomendada durante a amamentação&#8221;, pois os metabólitos &#8220;podem estar presentes no leite materno&#8221;. Na menopausa, os efeitos mais comuns incluem &#8220;fadiga, mastalgia, hipotensão e hipercalemia&#8221;, sendo este risco &#8220;maior à medida que a idade avança&#8221;. Sublinhou, contudo, que &#8220;a evidência não demonstra um aumento do risco de cancro da mama&#8221;, pelo que a espironolactona &#8220;é considerada segura em sobreviventes de cancro da mama livres de doença&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Classificada como &#8220;categoria D na gravidez&#8221;, a bicalutamida não é recomendada durante a amamentação e pode causar &#8220;amenorreia e ligeira alteração das transaminases hepáticas&#8221;. Curiosamente, Inês Nunes destacou um estudo que &#8220;sugere que, em tumores com recetores androgénicos positivos, a bicalutamida pode ter potencial terapêutico&#8221;, nomeadamente no cancro da mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A contraceção hormonal combinada tem &#8220;efeito antiandrogénico&#8221; e pode ser útil na alopecia, sobretudo quando contém &#8220;progestativos com ação antiandrogénica, como a drospirenona ou a ciproterona&#8221;. No entanto, alertou para contraindicações, como &#8220;obesidade, risco de trombofilia, enxaqueca e doença hepática&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre os suplementos, Inês Nunes lamentou que &#8220;a evidência seja escassa&#8221;, ainda que &#8220;níveis baixos de vitamina D e ferritina sejam observados em doentes com alopecia não cicatricial&#8221;. No entanto, reforçou que &#8220;não há benefício comprovado da suplementação em mulheres saudáveis&#8221; e alertou que &#8220;suplementos com vitamina A estão contraindicados na gravidez, pelo risco de malformações&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto à mesoterapia e PRP (plasma rico em plaquetas), reconheceu que são técnicas em expansão, mas frisou que &#8220;a evidência científica ainda é limitada&#8221;. Em especial, o PRP &#8220;pode apresentar risco teórico de estimular o crescimento tumoral&#8221;, pelo que &#8220;é contraindicado em doentes com cancro ativo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inês Nunes concluiu reforçando &#8220;a importância da abordagem multidisciplinar&#8221;, lembrando que &#8220;muitas vezes somos nós, ginecologistas, os primeiros a avaliar estas situações&#8221;, e que o diálogo com Dermatologia e outras especialidades é essencial. Sublinhou ainda a necessidade de &#8220;informar as mulheres sobre o risco de irregularidades menstruais e avaliar alternativas em caso de desejo de gravidez&#8221;.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Comportamentos repetitivos focados no corpo: da regulação normal à patologia</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, a pedopsiquiatra <strong>Ana Teles Brandão</strong>, discutiu os comportamentos repetitivos focados no corpo, como a tricotilomania. A especialista definiu <em>fidgeting </em>como &#8220;movimentos que são competitivos e pequenos movimentos que são feitos de forma automática, intencional&#8221;. A psiquiatra enfatizou que o <em>fidgeting</em> é frequentemente uma estratégia &#8220;muitas vezes até útil&#8221; de auto-regulação. A sua função principal é aliviar tensões emocionais, manter a atenção e a concentração, e combater o aborrecimento.&nbsp; Ana Teles Brandão notou que este comportamento serve para o corpo se &#8220;auto-estimular e se manter atento e acordado&#8221; ou para &#8220;aliviar a ansiedade&#8221; através da diminuição de sintomas autonómicos. O comportamento é considerado benigno se for transitório, auto-limitado, não causar lesão física significativa, e não interferir com o funcionamento familiar, escolar ou social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contraste, a especialista identificou os comportamentos repetitivos focados no corpo com carácter compulsivo que exigem &#8220;um diagnóstico médico&#8221;. Estes incluem a tricotilomania e a onicofagia grave. Estes quadros são marcados por um ciclo compulsivo: &#8220;um momento de tensão vivido antes&#8221;, seguido de &#8220;um alívio, de um momento de algum prazer até depois&#8221;, e uma &#8220;sensação de falta de controle sobre este tipo de comportamento&#8221;. Ana Teles Brandão sinalizou que a referenciação é crucial quando o comportamento se torna patológico pela sua intensidade, persistência e gravidade. Os sinais de alarme incluem a dificuldade em &#8220;parar este comportamento&#8221;, a ocorrência de lesões físicas significativas (como áreas de alopécia ou risco de complicações) e um sofrimento emocional importante (vergonha, isolamento social). A psiquiatra destacou que estes quadros patológicos &#8220;se associam, muitas vezes, a sintomatologia psiquiátrica ou mesmo quadros psiquiátricos&#8221;, como perturbações de ansiedade, depressão, TOC ou PHDA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação pedopsiquiátrica é essencial para &#8220;enquadrar o comportamento [&#8230;] no comportamento habitual da criança&#8221; e orientar a intervenção, que pode variar entre mera psicoeducação, tratamento da perturbação comórbida, ou uma intervenção específica para o comportamento patológico em si.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>Desenvolvimento da marcha infantil e impacto nos pés e unhas</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista em Ortopedia infantil, <strong>Joana Freitas</strong>, partilhou a sua experiência sobre &#8220;o desenvolvimento da marcha, da forma que a marcha nos primeiros anos de vida afeta nomeadamente os dedos dos pés e com isso as unhas&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução da marcha ocorre desde os reflexos iniciais, presentes aos dois ou três meses, até à marcha madura por volta dos três a quatro anos, sendo que ajustes finos continuam até aos sete ou oito anos. A ortopedista salientou que: &#8220;A marcha descalça para a criança é fundamental, [&#8230;] vai permitir que a criança tenha mais noções da própria sensibilidade&#8221;. A posição dos pés e a prática motora influenciam diretamente deformidades como clinodactilia, dedo superadulto e dedo em martelo, algumas das quais podem requerer intervenção cirúrgica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao pé plano, a especialista esclareceu que a maioria das crianças apresenta pé plano fisiológico até aos quatro a seis anos e que este se resolve naturalmente. Segundo a especialista, &#8220;a grande maioria destes pés planos são fisiológicos&#8221;, referindo que não tem nenhum significado patológico. A ortopedista sublinhou que o uso de calçado apertado não é a causa principal das deformidades, mas pode perpetuá-las. &#8220;Palmilhas em crianças pequenas não são, de todo, uma indicação nos dias que correm&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, Joana Freitas detalhou recomendações atuais para calçado infantil: parte anterior larga, materiais flexíveis, sola macia e contraforte não rígido no início da marcha, de forma a permitir que a criança desenvolva a marcha de forma natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, a sessão destacou a importância de que todas as especialidades envolvidas trabalhem em conjunto, valorizando a evidência clínica e científica e assegurando uma intervenção precoce e bem direcionada, que olhe para além do sintoma físico.</p>
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		<title>Novidades em Tricologia e Onicologia em destaque na 4.ª Reunião do GPTO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 09:19:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[4.ª Reunião do GPTO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sessão &#8220;Novidades&#8221; da 4.ª Reunião do Grupo Português de Tricologia e Onicologia (GPTO) foi marcada pela apresentação dos dermatologistas Marisa André, Hospital Cuf Descobertas, sobre as &#8220;Novidades na Tricologia&#8221; e de Eckart Haneke, CUF Porto, sobre as &#8220;Novidades na Onicologia&#8221;. &#8220;O tratamento das doenças do cabelo não é uma corrida de 100 metros, é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A sessão &#8220;Novidades&#8221; da 4.ª Reunião do Grupo Português de Tricologia e Onicologia (GPTO) foi marcada pela apresentação dos dermatologistas <strong>Marisa André</strong>, Hospital Cuf Descobertas, sobre as &#8220;Novidades na Tricologia&#8221; e de <strong>Eckart Haneke, CUF Porto,</strong> sobre as &#8220;Novidades na Onicologia&#8221;.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>&#8220;O tratamento das doenças do cabelo não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona&#8221;</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">A dermatologista Marisa André iniciou a sua palestra intitulada &#8220;Novidades na Tricologia&#8221; sublinhando que quando começou a trabalhar em Tricologia havia muito menos recursos e investimento. Atualmente, o conhecimento e as ferramentas disponíveis multiplicaram-se, acompanhando o reconhecimento crescente da importância clínica e social das doenças do cabelo. &#8220;As doenças do cabelo têm um alto impacto social e afetam negativamente a qualidade de vida, a saúde mental e a vida profissional dos doentes&#8221;, referiu, acrescentando que, apesar do progresso, &#8220;os tratamentos ainda estão muito aquém das necessidades&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os avanços mais relevantes, a especialista destacou a melhor compreensão da imunopatologia e da base genética das alopecias, sobretudo da alopecia areata. Mencionou estudos recentes que identificam níveis mais elevados de IgE em doentes com formas graves da doença, especialmente em crianças, o que poderá explicar respostas terapêuticas mais difíceis. Outra linha de investigação promissora tem sido o estudo do microbioma, tanto do couro cabeludo como intestinal. &#8220;Parece existir um desequilíbrio no microbioma&#8221;, observou, lembrando que alterações microbianas podem preceder o desenvolvimento de alopecia androgenética, podendo constituir um marcador precoce da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência artificial (IA) foi outro dos temas em destaque. A especialista apresentou-a como uma ferramenta cada vez mais útil no diagnóstico e no acompanhamento dos doentes, nomeadamente através da tricoscopia assistida por IA. &#8220;Podemos utilizar esta ferramenta no diagnóstico, por exemplo, uma tricoscopia associada à IA permite medir densidade capilar, espessura da haste, miniaturização e fibrose de forma objetiva&#8221;, explicou. No entanto, alertou que: &#8220;A inteligência artificial não substitui a experiência clínica nem a crítica médica.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo terapêutico, Marisa André abordou várias abordagens emergentes e alguns reposicionamentos farmacológicos. Entre as novidades, destacou a espironolactona tópica, que demonstrou eficácia na alopecia de padrão feminino, com resultados comparáveis ao minoxidil. Chamou também a atenção para o papel da vitamina D, lembrando que níveis baixos estão frequentemente associados a formas mais graves de alopecia areata, não apenas pela deficiência sérica, mas também por alterações no receptor da vitamina D.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente ao plasma rico em plaquetas (PRP), referiu que &#8220;não teve qualquer vantagem&#8221; em estudos controlados para alopecia areata, ao contrário dos inibidores de JAK, cujo número de evidências e robustez científica tem aumentado significativamente. Ainda assim, advertiu para a necessidade de vigilância laboratorial regular. O minoxidil oral em baixa dose foi descrito como uma opção &#8220;segura e com ótimos resultados&#8221;, e a azatioprina foi lembrada como uma alternativa eficaz e económica em casos graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Medicina regenerativa e as células pluripotenciais são um trabalho de ciência extraordinário mas ainda longe da prática&#8221;, disse, reconhecendo o potencial destas linhas de investigação, embora sublinhasse que ainda se encontram numa fase muito experimental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista abordou também a evolução na Cirurgia capilar, admitindo que não realiza transplantes, mas reconhecendo os avanços técnicos recentes. Alertou, contudo, para o fenómeno do turismo médico nesta área. &#8220;É uma coisa absolutamente temerosa [&#8230;] há uma enorme pressão sobre os doentes para fazer transplantes noutros locais&#8221;, lamentou, destacando os riscos associados a procedimentos realizados em condições pouco controladas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas alopecias cicatriciais, apontou terapêuticas emergentes como a metformina tópica, o ruxolitinib tópico e os agonistas de GLP-1, sublinhando o valor crescente de guidelines internacionais e critérios diagnósticos mais rigorosos, nomeadamente para a alopecia fibrosante frontal, agora também reconhecida em homens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os doentes perguntam-nos qual o shampoo, a escova, a máscara e muitas vezes não sabemos&#8221;, reconheceu, frisando a importância de orientar corretamente os doentes. Marisa André citou ainda estudos sobre o uso de silicones em produtos capilares, que podem deixar resíduos e agravar a fragilidade em cabelos já comprometidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista dedicou ainda parte da sua intervenção à alopecia induzida por quimioterapia, referindo que há, finalmente, consenso sobre medidas preventivas eficazes. &#8220;O capacete frio é um must na maioria dos doentes&#8221;, afirmou, acrescentando que o uso de minoxidil oral em baixa dose e prostaglandinas tópicas pode ser benéfico na recuperação capilar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A concluir, Marisa André defendeu uma visão realista e de longo prazo sobre o tratamento das doenças do cabelo. &#8220;O tratamento das doenças do cabelo não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona. Exige disciplina, paciência e persistência&#8221;, afirmou. O futuro, acredita, passará pela bioengenharia folicular, pelos exossomas, pelas terapias genéticas e pela inteligência artificial como preditor terapêutico, mas a essência da tricologia continuará centrada no médico dermatologista. &#8220;A Tricologia é feita pelo médico dermatologista que se diferencia na área&#8221;, concluiu.</p>



<h3 class="wp-block-heading has-medium-font-size"><strong>&#8220;A consciencialização clínica é mais importante do que a inteligência artificial no diagnóstico ungueal&#8221;</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Eckart Haneke iniciou a sua apresentação sobre as &#8220;Novidades na Onicologia&#8221; com uma nota de ceticismo em relação às novas tecnologias, nomeadamente a inteligência artificial (IA) no diagnóstico de doenças ungueais. O especialista criticou estudos que propõem o uso desta tecnologia para a deteção autónoma de patologias, questionando a qualidade e a precisão das bases de dados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente ao melanoma ungueal, Eckart Haneke discorda da ideia de que seja &#8220;infamemente difícil de identificar numa fase inicial&#8221;, defendendo que o mais crucial é a consciencialização do médico: &#8220;Se uma rede neural convolucional consegue reconhecer uma pigmentação da unha que é melanóniquia, consegue ver a melanóniquia, o pigmento, a olho nu. Portanto, a única coisa é que tem de estar consciente do melanoma ungueal. A consciencialização para o melanoma ungueal é a coisa mais importante&#8221;. O diagnóstico por IA, apesar das altas taxas de precisão reportadas, falha na fonte, levando-o a concluir: &#8220;Um dermatologista treinado é muito provavelmente melhor&#8221;. Nesse sentido, Eckart Haneke afirma que &#8220;a inteligência artificial não pode ser melhor do que as fotos com que foi alimentada&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação a terapias e diagnósticos, Eckart Haneke alertou para os riscos do uso de altas doses de biotina (suplemento comumente usado para fortalecer as unhas), pois a mesma &#8220;falsifica os resultados dos testes, especialmente os feitos para o diagnóstico de enfarte do miocárdio. E isto pode ser realmente muito perigoso&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abordando a psoríase ungueal e a onicomicose, Eckart Haneke referiu a dificuldade em distingui-las clinicamente. Defendeu que, em casos de dupla patologia (psoríase mais infeção fúngica), a onicomicose deve ser tratada primeiro, uma vez que a infeção pode manter a psoríase ativa. Referiu que o dermatofitoma, uma forma de onicomicose extremamente recalcitrante devido à espessura da parede fúngica, requer uma combinação de antifúngicos sistémicos e tópicos com remoção mecânica do material infetado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a principal conclusão do discurso de Eckart Haneke prende-se com a etiologia da onicomicose dos dedos dos pés. O especialista revelou que a sua análise de casos demonstrou que o trauma crónico repetido é o fator predisponente mais importante: &#8220;O trauma foi, de longe, o fator predisponente mais importante para a onicomicose&#8221;. A maioria dos casos de infeção ungueal estava associada a anormalidades ortopédicas, que geram &#8220;stress e tensão não fisiológicos&#8221; na unidade ungueal. Eckart Haneke introduziu o conceito de &#8220;unha de compressão&#8221;, uma condição crónica associada a estas deformidades e extremamente difícil de tratar, sublinhando a necessidade de avaliar o esqueleto do pé e dos dedos em pacientes com onicomicose, pois &#8220;em anomalias diabéticas, a unha é a vítima&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sessão de novidades fomentou ainda um debate sobre a necessidade de evidência científica robusta, especialmente face ao <em>marketing</em> na área dos suplementos e cosméticos. Foi questionada a eficácia de temas que persistem há anos na literatura sem confirmação definitiva, com um dos participantes a lamentar que certos temas, como a importância da vitamina D ou do ferro, &#8220;não são assim tão importantes&#8221; ou &#8220;não tem tanto efeito, não assim tanta relação&#8221;, apesar da constante investigação e discussão. A sessão sublinhou, assim, a dicotomia entre a ciência de ponta e os desafios da prática clínica diária.</p>
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		<title>IPO realiza o primeiro curso focado em linfomas cutâneos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Paiva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 14:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Instituto Português de Oncologia de Lisboa realiza, no dia 10 de outubro, o 1º Curso Prático em Linfomas Cutâneos, dirigido a profissionais de saúde interessados na abordagem clínica e no diagnóstico desta patologia. O curso tem um caráter eminentemente prático e permite aos participantes desenvolver competências aplicadas no reconhecimento, avaliação e na gestão de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Instituto Português de Oncologia de Lisboa realiza, no dia 10 de outubro, o 1º Curso Prático em Linfomas Cutâneos, dirigido a profissionais de saúde interessados na abordagem clínica e no diagnóstico desta patologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O curso tem um caráter eminentemente prático e permite aos participantes desenvolver competências aplicadas no reconhecimento, avaliação e na gestão de linfomas cutâneos, oferecendo uma oportunidade de atualização especializada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais informações <a href="https://www.ipolisboa.min-saude.pt/ficha-de-inscricao-1o-curso-pratico-linfomas-cutaneos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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