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	<title>Entrevistas Archives - My Dermatologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica da área da Dermatologia e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças dermatológicas.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 02 Oct 2026 16:48:17 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Entrevistas Archives - My Dermatologia</title>
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	<item>
		<title>Onicomicoses no EADV 2026: a urgência do diagnóstico micológico antes de iniciar a terapêutica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 16:32:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante o segundo dia do Congresso da European Academy of Dermatology and Venereology (EADV 2026), André Lencastre participou na sessão da European Nail Society com o tema &#8220;Onychomycosis&#8221;, abordando uma das patologias mais frequentes na consulta diária de Dermatologia. Em entrevista, o especialista do Hospital de Cascais e do Hospital da Luz Lisboa defende a [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Durante o segundo dia do Congresso da <em>European Academy of Dermatology and Venereology</em> (EADV 2026), <strong>André Lencastre </strong>participou na sessão da <em>European Nail Society</em> com o tema &#8220;Onychomycosis&#8221;, abordando uma das patologias mais frequentes na consulta diária de Dermatologia. Em entrevista, o especialista do Hospital de Cascais e do Hospital da Luz Lisboa defende a obrigatoriedade da confirmação laboratorial da infeção fúngica antes da prescrição terapêutica, congratula-se com o interesse crescente dos médicos pela patologia ungueal e faz um balanço francamente positivo do Congresso europeu em Viena. Assista ao vídeo.</p>



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<h4 class="wp-block-heading"><strong>O rigor no diagnóstico micológico como chave do sucesso terapêutico</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A onicomicose representa uma percentagem expressiva das consultas dermatológicas, sendo amplamente reconhecida pelo seu tratamento demorado e laborioso. Para André Lencastre, a eficácia do tratamento depende criticamente da fase inicial de diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A onicomicose afeta uma elevada percentagem de pessoas e o tratamento é laborioso e demorado. Por isso, é fundamental que o diagnóstico seja bem fundamentado, não só do ponto de vista clínico, mas também com recurso a exames complementares, nomeadamente a recolha para exame micológico direto e cultura&#8221;, alerta o dermatologista. O especialista acrescenta que &#8220;a maioria das pessoas tem a ideia de que o tratamento das micoses é muito difícil, mas será ainda mais difícil se, efetivamente, o diagnóstico estiver mal feito&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os dermatófitos continuem a ser os principais responsáveis por esta patologia, o dermatologista adverte para a prevalência de outros agentes fúngicos que exigem abordagens farmacológicas distintas<sup></sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nada mudou de forma significativa na prática médica nos últimos anos no que às onicomicoses diz respeito. A maioria — cerca de 60% — é provocada por fungos dermatófitos, mas não nos podemos esquecer de que há uma percentagem relevante provocada por leveduras e por fungos filamentosos não-dermatófitos, ou seja, por bolores&#8221;, detalha André Lencastre. O médico salienta que &#8220;o tratamento de qualquer uma destas formas exige saber exatamente qual é o agente patogénico que estamos a tratar, pois a seleção do fármaco específico vai ser diferente&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O palestrante recorda ainda que os fatores de risco mantêm-se prevalentes na população, associados ao envelhecimento, insuficiência venosa crónica, diabetes e ao uso de calçado fechado. Contudo, nota com otimismo a evolução da especialidade: &#8220;Tem havido um interesse maior dos dermatologistas por diagnosticar, perceber e tratar melhor a patologia das unhas, que muitas vezes estava numa área um pouco órfã da Dermatologia&#8221;.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A afirmação dos dermatologistas portugueses na arena europeia</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">A fechar a conversa, o especialista expressou a sua satisfação pelo nível de participação e qualidade científica demonstrados pela delegação nacional no Congresso de Viena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É muito bom ver que não só temos dermatologistas portugueses a assistir às sessões e a acompanhar o estado da arte, mas também os vejo a comunicar o estado da arte&#8221;, refere André Lencastre. &#8220;O Congresso Europeu é uma oportunidade muito valiosa na atualização e transmissão de conhecimento médico. A minha avaliação é francamente positiva&#8221;, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Viena recebeu o Congresso da EADV durante quatro dias com um programa científico bastante completo. </p>
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		<title>“Uma doença com impacto brutal na infância”: estudo multicêntrico analisa dez anos de tratamento sistémico da alopecia areata pediátrica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 13:15:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nuno Gomes, da ULS Alto Minho, apresentou um poster focado no estudo multicêntrico retrospetivo “Systemic treatment of pediatric moderate-to-severe alopecia areata in Portugal”, desenvolvido sob a égide do Grupo Português de Dermatologia Pediátrica, no Congresso da European Academy of Dermatology and Venereology (EADV 2026). Em entrevista, o especialista explica que foram analisados dados de 62 [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nuno Gomes</strong>, da ULS Alto Minho, apresentou um <em>poster </em>focado no estudo multicêntrico retrospetivo “Systemic treatment of pediatric moderate-to-severe alopecia areata in Portugal”, desenvolvido sob a égide do Grupo Português de Dermatologia Pediátrica, no Congresso da <em>European Academy of Dermatology and Venereology</em> (EADV 2026). Em entrevista, o especialista explica que foram analisados dados de 62 doentes pediátricos tratados em Portugal entre 2015 e 2025. O dermatologista alerta para o impacto devastador da doença na infância e juventude, marcado por episódios graves de <em>bullying</em> e sofrimento psicológico, e orgulha-se com a transição de um período de &#8220;inércia terapêutica&#8221; para uma era de tratamentos dirigidos e altamente eficazes. Assista às declarações.</p>



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<iframe title="01_05_NUNO PRETO GOMES" src="https://player.vimeo.com/video/1231978478?h=fec0e16128&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">O trabalho apresentado no Congresso em Viena reuniu dados recolhidos ao longo de uma década por especialistas do Grupo Português de Dermatologia Pediátrica, analisando a abordagem a formas moderadas a graves da doença em doentes com idade igual ou inferior a 18 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Este trabalho resultou de uma iniciativa motivada pelo facto de estarmos perante uma doença que foi algo negligenciada ao longo do tempo&#8221;, explica Nuno Gomes. &#8220;Falamos de doentes em idade pediátrica com um impacto enorme na qualidade de vida, que sofrem muito bullying e perdem oportunidades por causa da alopecia areata, particularmente nas formas mais graves&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo identificou 62 doentes pediátricos submetidos a um total de 113 cursos terapêuticos sistémicos. &#8220;A maioria dos doentes teve o diagnóstico por volta dos sete anos de idade e iniciou o tratamento sistémico por volta dos dez anos, com um tempo médio de tratamento a rondar os 14 meses&#8221;, detalha o especialista, reforçando a importância de documentar a prática clínica real no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história do tratamento da alopecia areata é caracterizada por longos períodos de opções terapêuticas limitadas e de eficácia reduzida, um cenário que está agora em rápida transformação<sup></sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Tivemos muitos anos de inércia terapêutica em que não tínhamos grandes novidades e fazíamos uma supressão inespecífica&#8221;, recorda o médico. &#8220;Felizmente, à semelhança do que aconteceu na psoríase e na dermatite atópica, temos agora na alopecia areata uma grande investigação e novos tratamentos a surgir, muito mais eficazes do que tínhamos no passado. O objetivo do trabalho foi refletir esta evolução, chamar a atenção para estes doentes e olhar para o futuro com mais esperança&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dermatologista aproveitou para refletir sobre as dificuldades sentidas na prática diária na hora de garantir o acesso dos doentes às novas terapêuticas junto das estruturas de saúde<sup></sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O impacto destas patologias é algo profundamente percecionado por nós, dermatologistas. Muitas vezes é difícil justificar determinados fármacos a colegas de outras especialidades por causa do preço, porque quem vive o dia a dia da doença dermatológica é o doente e o seu médico&#8221;, salienta Nuno Gomes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista encerra destacando a importância da presença da Dermatologia portuguesa no Congresso Europeu: &#8220;O EADV é um Congresso muito importante, com cerca de 20 000 participantes e em constante crescimento. É um fórum essencial para atualizações e uma oportunidade excelente para trazermos trabalhos que reflitam a realidade nacional e demonstrem que a Dermatologia mudou para melhor&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro, Viena enche-se de especialistas para abordar as novidades em Dermatologia. </p>
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		<title>EADV Clinical Care Award 2026: “Este prémio pertence a todos os que trabalham graciosamente pelos doentes”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 13:02:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O dermatologista português António Massa foi homenageado pela European Academy of Dermatology and Venereology com o prestigiado EADV Clinical Care Award 2026. Em entrevista, gravada durante o Congresso em Viena, o especialista partilha a emoção de receber uma distinção atribuída pela primeira vez a um médico português, sublinhando que pertence a toda a equipa de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O dermatologista português <strong>António Massa</strong> foi homenageado pela <em>European Academy of Dermatology and Venereology</em> com o prestigiado EADV <em>Clinical Care Award</em> 2026. Em entrevista, gravada durante o Congresso em Viena, o especialista partilha a emoção de receber uma distinção atribuída pela primeira vez a um médico português, sublinhando que pertence a toda a equipa de profissionais que há décadas trabalha graciosamente em missões de apoio humanitário em Portugal e nos países de língua oficial portuguesa. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="01_01_ANTÓNIO MASSA (1)" src="https://player.vimeo.com/video/1232015682?h=2dd9f2bc66&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Atribuído desde 2010 pela EADV, o <em>Clinical Care Award</em> visa reconhecer a excelência e o impacto direto no atendimento clínico ao doente. Para António Massa, a atribuição deste galardão representa um marco de enorme orgulho institucional e nacional: “É uma honra, não só pessoal como do país. Ser um português traz um conforto enorme”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista faz questão de partilhar o mérito com o grupo de voluntários que lidera e integra desde a década de 1990: “Pensando bem, nunca fiz isto com essa intenção. As primeiras ações começaram em 1992, quando estava no segundo ano da Direção do Serviço de Dermatologia de Santo António e pensei: Como é que vou ajudar as pessoas da minha terra?”. A iniciativa começou em Freixo de Espada à Cinta e cresceu para uma rede de cerca de 40 médicos que viajam para áreas carenciadas e para países como Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a entrevista, e abordando a evolução da prática dermatológica, António Massa reforça que, apesar do advento de terapêuticas biológicas e de maior precisão, a observação direta continua a ser a essência insubstituível da especialidade. “A Dermatologia vive muito da observação. Na nossa abordagem, a primeira coisa que quero ver é a pele; a partir daí é que vem a história clínica”, afirma.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Projeção da Dermatologia portuguesa </strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O prémio da EADV junta-se a outros reconhecimentos internacionais do especialista, como a distinção da <em>International League of Dermatological Societies</em> (ILDS). António Massa aproveita para destacar a projeção da Medicina nacional no acolhimento de congressos internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Tenho tido uma postura de total disponibilidade para colaborar e para receber bem as pessoas. Nas minhas apresentações lá fora, não ponho apenas ciência fria: ponho Portugal. É este entendimento e este acolhimento genuíno que criam laços e trazem os maiores especialistas mundiais ao nosso país”, conclui o médico, antecipando os grandes encontros internacionais que continuam a dinamizar a Dermatologia portuguesa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Congresso da EADV decorre entre 30 de setembro e 3 de outubro, em Viena.</p>
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		<item>
		<title>“Ultrapassámos a Academia americana”: Margarida Gonçalo destaca o êxito do EADV 2026 e apela à investigação em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 12:35:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em balanço do Congresso da European Academy of Dermatology and Venereology (EADV), a Secretária-Geral da Academia, Margarida Gonçalo, revela que o encontro em Viena alcançou mais de 20 mil participantes. Em entrevista, a especialista destaca a afirmação científica da delegação portuguesa, resume a sua intervenção no programa científico e deixa um alerta sobre a necessidade [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em balanço do Congresso da <em>European Academy of Dermatology and Venereology</em> (EADV), a Secretária-Geral da Academia, <strong>Margarida Gonçalo</strong>, revela que o encontro em Viena alcançou mais de 20 mil participantes. Em entrevista, a especialista destaca a afirmação científica da delegação portuguesa, resume a sua intervenção no programa científico e deixa um alerta sobre a necessidade de preservar a investigação clínica no Serviço Nacional de Saúde. Assista ao vídeo.</p>



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</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A dimensão e a afluência ao EADV 2026 superaram as expetativas da própria organização, ultrapassando outros grandes fóruns globais da especialidade. &#8220;Tenho a certeza de que este Congresso será o que bateu os recordes de todos os Congressos de Dermatologia&#8221;, afirma Margarida Gonçalo. &#8220;Neste momento já temos 20 300 inscritos, o que ultrapassa inclusivamente o Congresso da Academia Americana de Dermatologia. As salas estão completamente cheias e o feedback é que o programa científico está excelente&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A par dos números globais, a especialista sublinha a visibilidade crescente dos médicos portugueses nas sessões científicas e nas apresentações de trabalhos: &#8220;A presença dos portugueses durante alguns anos era muito limitada, mas neste momento temos dez participantes portugueses convidados pela comissão científica — um número muito significativo —, além de um volume muito relevante de posters apresentados por colegas de Portugal&#8221;.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Avanços no prurido crónico e o caminho para a estratificação por subtipos</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Na sua intervenção científica no Congresso, a especialista abordou o algoritmo de diagnóstico e tratamento do prurido crónico, uma patologia altamente incapacitante e em clara expansão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O prurido crónico é uma situação cada vez mais frequente e, como começamos a ter tratamentos, também nos chegam muito mais doentes&#8221;, explica a dermatologista. A médica enfatiza que a chegada de novas opções farmacológicas veio revolucionar esta área: &#8220;Começa a haver medicamentos que conseguem resolver a situação destes doentes. Há subtipos de doentes na dermatite atópica, no prurido, na psoríase ou na hidradenite supurativa, e não podemos ter um tratamento igual para todos. A Dermatologia está a caminhar para identificar subtipos e adaptar os tratamentos a cada um deles&#8221;.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Investigação multicêntrica e o desafio da retenção de talento no SNS</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos ganhos diretos no conhecimento clínico, a Secretária-Geral da EADV defende que estes grandes fóruns devem ser aproveitados pela comunidade médica nacional para alavancar parcerias internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O nosso objetivo é tratar melhor os doentes e dar-lhes qualidade de vida, porque os doentes com problemas dermatológicos sofrem muito&#8221;, refere. No entanto, deixa um apelo focado na sustentabilidade da investigação em Portugal: &#8220;Espero que haja oportunidade para criar conexões e integrar cada vez mais equipas portuguesas em estudos multicêntricos e ensaios clínicos — algo que em Coimbra temos promovido ao máximo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista conclui alertando para o impacto da fuga de quadros dos hospitais públicos: &#8220;Infelizmente, a grande passagem de dermatologistas do Serviço Nacional de Saúde ou das instituições universitárias para entidades privadas limita um pouco esta possibilidade. Espero que ainda restem profissionais nestes centros onde haja não só assistência, mas também investigação em Dermatologia, que é algo que prezo muito e gostaria que continuasse em Portugal&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Viena foi o cenário escolhido para mais uma edição do Congresso da EADV. </p>
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		<title>Investigação portuguesa aprofunda o papel do Staphylococcus aureus na dermatite atópica</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/investigacao-portuguesa-aprofunda-o-papel-do-staphylococcus-aureus-na-dermatite-atopica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 10:28:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pele humana é um ecossistema complexo e equilibrado, mas para quem sofre de dermatite atópica, essa harmonia encontra-se quebrada. Novas evidências apontam para que a bactéria Staphylococcus aureus (S. aureus) seja uma das causas deste desequilíbrio. Maria Miragaia, líder do Laboratório de Evolução Bacteriana e Epidemiologia Molecular do Instituto de Tecnologia Química e Biológica [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A pele humana é um ecossistema complexo e equilibrado, mas para quem sofre de dermatite atópica, essa harmonia encontra-se quebrada. Novas evidências apontam para que a bactéria <em>Staphylococcus aureus (S. aureus)</em> seja uma das causas deste desequilíbrio. <strong>Maria Miragaia</strong>, líder do Laboratório de Evolução Bacteriana e Epidemiologia Molecular do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade NOVA de Lisboa (ITQB NOVA), esclarece que esta é uma bactéria que pode fazer parte da microbiota comum, embora &#8220;o seu nicho principal sejam as narinas anteriores&#8221; e não a pele. Contudo, na presença de dermatite atópica, o cenário inverte-se. Como &#8220;a barreira da pele está danificada&#8221;, “criam-se as condições ideais&#8221; para a colonização bacteriana, nomeadamente por <em>S. aureus</em>, que se torna muito mais prevalente.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Maria Miragaia | O papel do Staphylococcus aureus na dermatite atópica" src="https://player.vimeo.com/video/1228429365?h=b1e6ed70a0&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Esta vulnerabilidade é agravada por alterações no sistema imunitário. A investigadora sublinha que &#8220;o sistema imune não responde de uma forma tão eficaz como numa pessoa saudável&#8221;, oferecendo assim as condições ideias para a multiplicação bacteriana. O contraste é significativo: se numa pessoa saudável a taxa de colonização ronda os 20 a 30%, nos doentes com dermatite atópica este valor pode atingir &#8220;cerca de 90%&#8221;.<br>Mais do que um integrante na microbiota da pele, <em>S. aureus</em> parece ter um papel ativo na própria evolução da doença. A sua presença acentua-se &#8220;em fases mais agudas da doença&#8221;, sugerindo que a bactéria contribui para a sua patogénese, ainda que, até ao momento, &#8220;não se percebeu ainda o porquê&#8221;. É exatamente para suprimir esta lacuna no conhecimento que nasce o projeto liderado por Maria Miragaia, centrado no estudo de &#8220;<em>S. aureus</em> isolados de dermatite atópica&#8221;. Perante a escassez e limitação dos estudos atuais, o objetivo da equipa passa por reunir uma vasta coleção global de isolados bacterianos, numa iniciativa que envolve serviços de Dermatologia de &#8220;vários países&#8221;.<br><br>A abordagem metodológica deste projeto passa pela &#8220;sequenciação do genoma total destas bactérias&#8221; com o objetivo de compreender se &#8220;as bactérias que estão nas lesões são diferentes daquelas que normalmente colonizam as pessoas saudáveis&#8221;. Além disso, pretende-se também identificar fatores específicos, como mecanismos de evasão imunitária, resistências a antibióticos ou características de virulência. Um exemplo de um factor de <em>S. aureus</em> com impacto na doença é uma protease que se demonstrou capaz de estimular a comichão em doentes com dermatite atópica, o sintoma mais limitante desta doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista clínico, esta investigação poderá ter impacto na personalização do tratamento, uma vez que poderá permitir &#8220;identificar alvos para novas terapêuticas direccionadas a fatores de <em>S. aureus</em> específicos&#8221;. Atualmente, apesar de se reconhecer a associação da bactéria à doença, &#8220;não é prática os dermatologistas fazerem colheitas por rotina&#8221; para avaliar a sua presença, mas este cenário poderá mudar com o avanço do conhecimento científico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigadora revela ainda que o projeto já produziu resultados preliminares relevantes, mais concretamente que as bactérias presentes nas lesões têm &#8220;características genéticas específicas&#8221;, incluindo fatores que favorecem a sua sobrevivência no ambiente particular da lesão da pele e a sua capacidade de evasão ao sistema imunitário. Apesar de estes dados ainda não estarem publicados, são considerados promissores e incentivam a continuidade do trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, Maria Miragaia destaca a importância da colaboração multidisciplinar para o sucesso do projeto, referindo que &#8220;só conseguimos fazer isto porque trabalhamos em colaboração muito estreita com dermatologistas&#8221;, especialmente com Margarida Gonçalo, Diretora do Serviço de Dermatologia da ULS de Coimbra, bem como com associações de doentes, como a ADERMAP, na pessoa da sua Presidente Joana Camilo, integrando assim dimensões científica, clínica e social. O objetivo futuro passa por aprofundar este conhecimento e contribuir para acelerar o desenvolvimento de melhores estratégias terapêuticas, ajudando a &#8220;melhorar o tratamento dos doentes&#8221;.</p>
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		<title>Dermatite da fralda: diagnóstico, etiologia e estratégias terapêuticas</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/dermatite-da-fralda-diagnostico-etiologia-e-estrategias-terapeuticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 10:25:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dermatologista Ana Nogueira, da Clinica Privada do Hospital da Prelada, explica que a dermatite da fralda tem características clínicas bastante típicas, sendo identificada por “um padrão em W”, com “eritema, afetando as superfícies convexas das pregas da zona da fralda”. Este tipo de dermatose, na maioria dos casos, responde bem a medidas simples, como [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A dermatologista <strong>Ana Nogueira</strong>, da Clinica Privada do Hospital da Prelada, explica que a dermatite da fralda tem características clínicas bastante típicas, sendo identificada por “um padrão em W”, com “eritema, afetando as superfícies convexas das pregas da zona da fralda”. Este tipo de dermatose, na maioria dos casos, responde bem a medidas simples, como “arejamento, creme barreira, uma limpeza adequada e depois umas fraldas super absorventes”, permitindo que “consigamos resolver com alguma facilidade esse tipo de dermatose”. Assista às declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Dermatite da fralda: diagnóstico, etiologia e estratégias terapêuticas" src="https://player.vimeo.com/video/1186970458?h=f4c45f1948&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">No entanto, alerta para sinais de alarme como “outro tipo de apresentação diferente ou já envolvendo as pregas ou com pápulas satélite”, deve-se suspeitar de diagnósticos alternativos e “tratar de acordo” com essa possibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista destaca também os fatores que favorecem esta condição, nomeadamente “o contacto prolongado com as fezes, aquela humidade frequente e a própria barreira cutânea mais imatura do bebé”, que contribuem para um ambiente propício à irritação. Além disso, refere a importância do microbioma, explicando que pode haver “um desequilíbrio do microbioma” que “favorece o aparecimento de irritação e até de sobreinfecção por Candida”, uma complicação relativamente comum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, reforça a mensagem essencial: “O mais importante é aquela mensagem do ABCDE de medidas gerais de tratamento, de cuidado e de prevenção da dermatite das fraldas”. Acrescenta ainda que, em situações persistentes ou atípicas, é fundamental “referenciar para consulta”.</p>
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		<item>
		<title>Alterações capilares e ungueais: a importância de um diagnóstico rigoroso</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/alteracoes-capilares-e-ungueais-a-importancia-de-um-diagnostico-rigoroso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 08:25:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dermatologista Ana Pedrosa, da ULS São João, destaca a importância de uma abordagem diferenciada nas doenças do cabelo e das unhas, alertando para erros frequentes de diagnóstico. Salienta a necessidade de “um elevado índice de suspeição perante patologias inflamatórias que podem ter um padrão de distribuição muito semelhante à alopecia androgenética” e procura “desmistificar” [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A dermatologista <strong>Ana Pedrosa</strong>, da ULS São João, destaca a importância de uma abordagem diferenciada nas doenças do cabelo e das unhas, alertando para erros frequentes de diagnóstico. Salienta a necessidade de “um elevado índice de suspeição perante patologias inflamatórias que podem ter um padrão de distribuição muito semelhante à alopecia androgenética” e procura “desmistificar” a ideia de que qualquer alteração ungueal corresponde a onicomicose. Assista às declarações.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Alterações capilares e ungueais: a importância de um diagnóstico rigoroso" src="https://player.vimeo.com/video/1201396721?h=2e27245f95&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a especialista, estas situações levam a referenciações precoces para transplante capilar, mas “não são indicação para transplante, pelo menos numa primeira fase”, devendo priorizar-se “uma abordagem de terapia e diagnóstico precoce para controlar esse aspeto inflamatório”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente às alterações capilares, destaca que a queda de cabelo, isto é, “a entrada síncrona de múltiplos cabelos em fase de queda deve-nos fazer pensar numa patologia sistémica”. Entre as possíveis causas incluem-se “doenças prolongadas” e alterações da função tiroideia, que também podem refletir-se nas unhas, levando a “fragilidade ungueal” associada, por vezes, a défices nutricionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista reforça que “o cabelo deve ser avaliado caso a caso”, salientando a dificuldade diagnóstica de algumas patologias inflamatórias, uma vez que “a inflamação no cabelo não é como na pele, pode ser muito mais subtil”. Nestes casos, pode ser necessário recorrer a exames complementares, como “uma biópsia cutânea para confirmação do diagnóstico e um tratamento dirigido”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que diz respeito às unhas, Ana Pedrosa refere que “existem muitas outras patologias das unhas que podem até ter origem na pele”, nomeadamente alterações na pele periungueal que comprimem a matriz ungueal. Explica que essa matriz “é uma fina lâmina que está por baixo da prega ungueal proximal e que vai dar origem à unha” e que, quando afetada por inflamação ou trauma, pode originar “manchas, descolamento da unha” sem origem fúngica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, alerta para o uso inadequado de antifúngicos. Apesar de a micose ser comum, “deve levar a uma investigação diagnóstica que também passa por uma colheita de amostra”, lembrando que “os fungos podem contaminar uma unha alterada, mas podem não ser a causa primária”. Assim, o uso indiscriminado de antifúngicos sistémicos pode ser prejudicial, com “efeitos laterais e toxicidade”, sem tratar verdadeiramente a condição de base.</p>
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		<title>Dermatite atópica: desafios diagnósticos, subvalorização clínica e o impacto das novas terapêuticas</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/dermatite-atopica-desafios-diagnosticos-subvalorizacao-clinica-e-o-impacto-das-novas-terapeuticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 08:33:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gilberto Pires da Rosa, médico especialista em Dermatovenereologia na ULS São João, apresenta, nesta entrevista, uma visão atual e prática sobre a dermatite atópica, uma doença “muito frequente&#8221; quer para dermatologistas, quer para os colegas dos Cuidados de Saúde Primários. Apesar disso, sublinha que é frequentemente “subestimada”, o que pode resultar em doentes “sub tratados, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gilberto Pires da Rosa,</strong> médico especialista em Dermatovenereologia na ULS São João, apresenta, nesta entrevista, uma visão atual e prática sobre a dermatite atópica, uma doença “muito frequente&#8221; quer para dermatologistas, quer para os colegas dos Cuidados de Saúde Primários. Apesar disso, sublinha que é frequentemente “subestimada”, o que pode resultar em doentes “sub tratados, que deveriam ser “encaminhados e referenciados para um tratamento sistémico”. Assista às declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Dermatite atópica: desafios diagnósticos, subvalorização clínica e o impacto das novas terapêuticas" src="https://player.vimeo.com/video/1220482047?h=9639b69e80&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Além da subvalorização da doença, o especialista destaca a importância de reconhecer “algumas formas mais atípicas ou menos comuns da doença”, que podem dificultar o reconhecimento clínico e, consequentemente, atrasar o diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, o dermatologista chama também a atenção para diagnósticos diferenciais relevantes, destacando o “linfoma cutâneo de células T”, que em “casos mais refratários, pode ser mimetizado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, aborda o impacto dos avanços terapêuticos recentes, referindo que existem &#8220;novos fármacos fantásticos que mudaram totalmente o paradigma do tratamento da doença”. Ainda assim, alerta para novos desafios associados à sua utilização, uma vez que existem &#8220;dois ou três novos efeitos adversos” que exigem vigilância e gestão cuidadosa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Especialista defende a união da inovação biológica com a vertente humana e clássica da Dermatologia</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/especialista-defende-a-uniao-da-inovacao-biologica-com-a-vertente-humana-e-classica-da-dermatologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 11:10:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Presente no 25.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) para partilhar a sua vasta experiência em formulação magistral e prática clínica, o dermatologista espanhol Juan Peris, do Hospital Clínico Universitario de Valencia, abordou a evolução da especialidade ao longo das últimas décadas. O especialista defende a convergência entre os novos tratamentos biológicos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Presente no 25.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV) para partilhar a sua vasta experiência em formulação magistral e prática clínica, o dermatologista espanhol <strong>Juan Peris</strong>, do <em>Hospital Clínico Universitario de Valencia</em>, abordou a evolução da especialidade ao longo das últimas décadas. O especialista defende a convergência entre os novos tratamentos biológicos e a essência da Medicina tradicional, centrada numa história clínica rigorosa e no respeito pelo doente. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="03_JUAN PERIS (1)" src="https://player.vimeo.com/video/1214245117?h=857e4d26dd&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma carreira longa na Dermatologia, Juan Peris levou para esta edição do congresso uma perspetiva histórica e prática sobre o ato médico, unindo os ensinamentos clássicos da formulação à inovação farmacológica moderna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Dermatologia evoluiu muito e assistimos agora à erupção dos biológicos e de novos medicamentos. Contudo, não podemos esquecer as coisas boas do passado. Temos de unir o que já tínhamos de bom com aquilo que vem melhorar a nossa prática”, afirmou Juan Peris.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o especialista, o pilar fundamental do diagnóstico e da relação terapêutica continua a ser a elaboração de uma história clínica exemplar, isenta de preconceitos<sup></sup>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que considero muito importante é fazer uma excelente história clínica, em que o médico elimine qualquer prejuízo para ver e refletir exatamente o que o doente está a vivenciar naquele momento”, frisou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A terminar, Juan Peris deixou uma mensagem direcionada aos jovens dermatologistas que estão a dar os primeiros passos na carreira, relembrando que a empatia é o ingrediente indispensável para o sucesso terapêutico.“Têm de aprender uma coisa fundamental: o doente é uma pessoa e tem de ser tratado como tal, não como um número. Temos de ser médicos humanos, capazes de dar confiança ao doente. Se não conquistarmos esta confiança, fracassamos no tratamento e na vida”, rematou o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento <em>major </em>da especialidade em Portugal decorreu em Coimbra. </p>
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		<item>
		<title>Forte adesão intergeracional marca a mais recente edição do Congresso da SPDV</title>
		<link>https://mydermatologia.pt/entrevistas/forte-adesao-intergeracional-marca-a-mais-recente-edicao-do-congresso-da-spdv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 10:38:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Maria João Cruz, membro da comissão científica e organizadora do 25.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), expressou a sua satisfação com o envolvimento dos vários profissionais que têm contacto com o doente dermatológico e com o sucesso da reunião. A especialista sublinhou que a conceção do programa científico foi desenhada à [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Maria João Cruz</strong>, membro da comissão científica e organizadora do 25.º Congresso da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), expressou a sua satisfação com o envolvimento dos vários profissionais que têm contacto com o doente dermatológico e com o sucesso da reunião. A especialista sublinhou que a conceção do programa científico foi desenhada à medida para responder a todas as faixas etárias e áreas de interesse da comunidade nacional. Assista ao testemunho.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="11_MARIA JOÃO" src="https://player.vimeo.com/video/1208724509?h=2f7b7cd6a6&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A conceção do programa científico da 25.ª edição do Congresso da SPDV procurou garantir uma oferta equilibrada que juntasse a experiência à inovação, atraindo médicos em diferentes fases da carreira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É um programa pensado por todos os dermatologistas para cobrir todas as áreas de interesse e faixas etárias, contando com participações de alto nível que trazem excelência nacional e internacional à Dermatologia portuguesa”, salientou Maria João Cruz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista destacou que a estrutura do encontro foi minuciosamente delineada para &#8220;agradar a gregos e troianos&#8221;, refletindo o excelente nível de adesão e envolvimento que se observou nos trabalhos e sessões do evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estou muito satisfeita com a organização do congresso. Comparado com outros eventos, é muito dinâmico e participado, que junta jovens, médicos em meio de carreira e seniores. O programa tem sido aprimorado ao longo do tempo para se focar nessas várias áreas de interesse”, terminou a especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A edição de 2026 decorreu em Coimbra, durante o mês de julho. </p>
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